Publicação

Questionamento oral em sala de aula : um estudo numa turma de 11º ano de escolaridade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo foi realizado no âmbito da unidade curricular Iniciação à Prática Profissional IV, inserida no plano de estudos do Mestrado em Ensino de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. Recai sobre a problemática do questionamento oral, procurando compreender como a sua utilização pode promover a aprendizagem da Matemática de forma rica e significativa para os alunos. Este foi um trabalho desenvolvido com uma turma de 11.º ano e enquadrado na subunidade “Progressões aritméticas e geométricas” da disciplina de Matemática A. A lecionação prolongou-se por 11 aulas de 50 minutos, onde foram realizadas quatro fichas de trabalho, intercaladas por questões do manual escolar, tendo o período de intervenção letiva terminado com a realização de uma tarefa sumativa a pares. A lecionação assumiu como metodologia principal o ensino exploratório, com uma forte aposta no trabalho a pares, na promoção de momentos de discussão coletiva e na preservação da centralidade dos alunos na construção das suas aprendizagens. Neste âmbito, estudar diferentes estratégias de questionamento, suas potencialidades e limitações em diferentes momentos de aula e modos de trabalho, e perante particularidades de cada aluno, constituíram alguns dos aspetos em que me foquei de modo a recolher dados e tirar conclusões sobre a problemática indicada. Os resultados deste estudo mostram que o questionamento oral deve privilegiar a sua organização e estruturação de acordo com um padrão de focalização, rejeitando ao máximo a utilização de um padrão de afunilamento no qual o professor se tende a refugiar ao sentir dificuldades, impaciência ou perturbações à sua idealização da aula e da interação com os alunos. Mostram também que as questões de inquirição têm o maior potencial de produzir aprendizagens significativas para os alunos, pelo que este tipo de pergunta deve ser preferido no questionamento do professor. Para além disso, o estudo sustenta a convicção de que as questões de focalização centradas no raciocínio dos alunos devem suportar as de inquirição segundo um padrão de focalização. As questões de teste revelam-se indispensáveis, mas devem ser usadas visando objetivos mais particulares e atentos às características de cada aluno.
Autores principais:Lira, Sara Raquel Lopes de
Assunto:Comunicação oral Aprendizagem da matemática Matemática - Estudo e ensino Ensino secundário (11º ano) Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo foi realizado no âmbito da unidade curricular Iniciação à Prática Profissional IV, inserida no plano de estudos do Mestrado em Ensino de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. Recai sobre a problemática do questionamento oral, procurando compreender como a sua utilização pode promover a aprendizagem da Matemática de forma rica e significativa para os alunos. Este foi um trabalho desenvolvido com uma turma de 11.º ano e enquadrado na subunidade “Progressões aritméticas e geométricas” da disciplina de Matemática A. A lecionação prolongou-se por 11 aulas de 50 minutos, onde foram realizadas quatro fichas de trabalho, intercaladas por questões do manual escolar, tendo o período de intervenção letiva terminado com a realização de uma tarefa sumativa a pares. A lecionação assumiu como metodologia principal o ensino exploratório, com uma forte aposta no trabalho a pares, na promoção de momentos de discussão coletiva e na preservação da centralidade dos alunos na construção das suas aprendizagens. Neste âmbito, estudar diferentes estratégias de questionamento, suas potencialidades e limitações em diferentes momentos de aula e modos de trabalho, e perante particularidades de cada aluno, constituíram alguns dos aspetos em que me foquei de modo a recolher dados e tirar conclusões sobre a problemática indicada. Os resultados deste estudo mostram que o questionamento oral deve privilegiar a sua organização e estruturação de acordo com um padrão de focalização, rejeitando ao máximo a utilização de um padrão de afunilamento no qual o professor se tende a refugiar ao sentir dificuldades, impaciência ou perturbações à sua idealização da aula e da interação com os alunos. Mostram também que as questões de inquirição têm o maior potencial de produzir aprendizagens significativas para os alunos, pelo que este tipo de pergunta deve ser preferido no questionamento do professor. Para além disso, o estudo sustenta a convicção de que as questões de focalização centradas no raciocínio dos alunos devem suportar as de inquirição segundo um padrão de focalização. As questões de teste revelam-se indispensáveis, mas devem ser usadas visando objetivos mais particulares e atentos às características de cada aluno.