Publicação
Os navios do mar oceano : teoria e empiria na arquitectura naval portuguesa dos séculos XVI e XVII
| Resumo: | Medeia quase exactamente um século e meio entre os primeiros anos da década de 1420, altura em que o Infante D. Henrique começou a enviar sistematicamente navios para Sul com o objectivo de dobrar o Bojador, segundo no-Io conta Zurara, e o momento em que Fernando Oliveira escreveu a sua "Ars náutica" (c. 1570), cuja segunda parte é o primeiro texto teórico escrito por um português sobre arquitectura naval. Nesse século e meio, o alcance das navegações portuguesas ultrapassou os limites da imaginação dos homens do tempo, como alguns testemunhos da época bem dão conta, desde o catálogo das novas descobertas enunciado por Pedro Nunes, dizendo que se tinham descoberto novos mares, ilhas e terras, novo céu e novas estrelas, até à frase lapidar de Camões que tudo resume, com aquela singeleza que é apanágio do génio: se mais mundos houvera, lá chegara. Como chegaram onde chegaram é a questão que importa aqui. Numa palavra, pretende-se apresentar uma visão global da documentação técnica portuguesa de arquitectura naval, tornar a sua consulta acessível e caracterizar os navios da época. |
|---|---|
| Autores principais: | Domingues, Francisco Contente |
| Assunto: | Arquitectura naval - Portugal - séc.16-17 Viagens - séc.16-17 Navios - Portugal - séc.16-17 Portugal - História - séc.16-17 História naval - Portugal - séc.16-17 |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Medeia quase exactamente um século e meio entre os primeiros anos da década de 1420, altura em que o Infante D. Henrique começou a enviar sistematicamente navios para Sul com o objectivo de dobrar o Bojador, segundo no-Io conta Zurara, e o momento em que Fernando Oliveira escreveu a sua "Ars náutica" (c. 1570), cuja segunda parte é o primeiro texto teórico escrito por um português sobre arquitectura naval. Nesse século e meio, o alcance das navegações portuguesas ultrapassou os limites da imaginação dos homens do tempo, como alguns testemunhos da época bem dão conta, desde o catálogo das novas descobertas enunciado por Pedro Nunes, dizendo que se tinham descoberto novos mares, ilhas e terras, novo céu e novas estrelas, até à frase lapidar de Camões que tudo resume, com aquela singeleza que é apanágio do génio: se mais mundos houvera, lá chegara. Como chegaram onde chegaram é a questão que importa aqui. Numa palavra, pretende-se apresentar uma visão global da documentação técnica portuguesa de arquitectura naval, tornar a sua consulta acessível e caracterizar os navios da época. |
|---|