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Risk of cerebrovascular events in supine hypertension : a systematic review

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Resumo:INTRODUÇÃO: A hipotensão ortostática e a hipertensão de decúbito são manifestações comuns de disautonomia cardiovascular presentes em pacientes com doença de Parkinson, ou outras sinucleinopatias, e neuropatias periféricas como neuropatia amilóide ou diabética. O tratamento de uma das condições incorre no agravamento da contrária, dado o seu caráter hemodinamicamente oposto. Até recentemente, nenhum critério consensual havia sido definido para o diagnóstico de hipertensão de decúbito, limitando a compreensão atual de sua epidemiologia, prognóstico e, em última análise, tratamento. Apesar do comprovado aumento da morbidade e mortalidade cardiovascular, a longo prazo, associado à hipertensão arterial essencial, não existem dados epidemiológicos sobre as consequências cerebrovasculares da hipertensão de decúbito isolada. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi avaliar sistematicamente o risco de eventos cerebrovasculares em pacientes com hipertensão de decúbito. MÉTODOS: Foi realizada uma pesquisa eletrónica (Medline, Embase e Central) que integrou dados publicados até outubro de 2020, utilizando os termos hipertensão supina, doenças cerebrovasculares, acidente vascular cerebral e lesão de órgão-alvo. Foram considerados elegíveis estudos que incluíram pacientes com disfunção autonómica, primária relacionada a doenças neurodegenerativas ou secundária a doenças sistêmicas. Não foram definidas restrições quanto ao ano de publicação. Estudos sem definição explícita e bem delineada de hipertensão de decúbito foram excluídos. O outcome primário foi a morbidade cerebrovascular e o outcome secundário a mortalidade por todas as causas. RESULTADOS: Foram incluídos 7 artigos, todos estudos observacionais: 3 estudos casecontrol, 2 cross-sectional, 1 cohort study e 1 case report (594 indivíduos). A hipertensão de decúbito, nos pacientes com disfunção autonómica, parece estar associada a maior carga de lesão de órgãos-alvo, como lesões cerebrovasculares. A heterogeneidade das caraterísticas dos estudos integrados impossibilitou a realização de uma meta-análise formal. CONCLUSÕES: Dados relativos à incidência ou prevalência de eventos cerebrovasculares adversos em pacientes com diagnóstico de hipertensão de decúbito, são escassos. Estudos longitudinais de maiores dimensões, com avaliações padronizadas, são imprescidiveis para averiguar quais os riscos de morbidade e mortalidade relacionados com esta entidade.
Autores principais:Vaz, Mariana Domingues
Assunto:Supine hypertension Nocturnal hypertension Autonomic failure End-organ damage Acidente vascular cerebral Cerebrovascular event
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: A hipotensão ortostática e a hipertensão de decúbito são manifestações comuns de disautonomia cardiovascular presentes em pacientes com doença de Parkinson, ou outras sinucleinopatias, e neuropatias periféricas como neuropatia amilóide ou diabética. O tratamento de uma das condições incorre no agravamento da contrária, dado o seu caráter hemodinamicamente oposto. Até recentemente, nenhum critério consensual havia sido definido para o diagnóstico de hipertensão de decúbito, limitando a compreensão atual de sua epidemiologia, prognóstico e, em última análise, tratamento. Apesar do comprovado aumento da morbidade e mortalidade cardiovascular, a longo prazo, associado à hipertensão arterial essencial, não existem dados epidemiológicos sobre as consequências cerebrovasculares da hipertensão de decúbito isolada. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi avaliar sistematicamente o risco de eventos cerebrovasculares em pacientes com hipertensão de decúbito. MÉTODOS: Foi realizada uma pesquisa eletrónica (Medline, Embase e Central) que integrou dados publicados até outubro de 2020, utilizando os termos hipertensão supina, doenças cerebrovasculares, acidente vascular cerebral e lesão de órgão-alvo. Foram considerados elegíveis estudos que incluíram pacientes com disfunção autonómica, primária relacionada a doenças neurodegenerativas ou secundária a doenças sistêmicas. Não foram definidas restrições quanto ao ano de publicação. Estudos sem definição explícita e bem delineada de hipertensão de decúbito foram excluídos. O outcome primário foi a morbidade cerebrovascular e o outcome secundário a mortalidade por todas as causas. RESULTADOS: Foram incluídos 7 artigos, todos estudos observacionais: 3 estudos casecontrol, 2 cross-sectional, 1 cohort study e 1 case report (594 indivíduos). A hipertensão de decúbito, nos pacientes com disfunção autonómica, parece estar associada a maior carga de lesão de órgãos-alvo, como lesões cerebrovasculares. A heterogeneidade das caraterísticas dos estudos integrados impossibilitou a realização de uma meta-análise formal. CONCLUSÕES: Dados relativos à incidência ou prevalência de eventos cerebrovasculares adversos em pacientes com diagnóstico de hipertensão de decúbito, são escassos. Estudos longitudinais de maiores dimensões, com avaliações padronizadas, são imprescidiveis para averiguar quais os riscos de morbidade e mortalidade relacionados com esta entidade.