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História da Escola Técnica de Enfermeiras (1940-1968):aprender para ensinar e profissionalizar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com esta tese pretendo conhecer e dar a conhecer a Escola Técnica de Enfermeiras, enquanto instituição educativa, através da reconstituição da sua materialidade histórica, da sua evolução e do seu enquadramento na política do Estado Novo (1940-1968); da caracterização da sua cultura, do perfil das formandas, do currículo, da intervenção na saúde pública e, enfim, da construção da sua identidade histórica. Nesse sentido socorri-me de autores que têm trabalhado e teorizado sobre a História das Instituições Educativas e a História da Enfermagem. A reconstituição e a recolha de informação foram realizadas no arquivo da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; na biblioteca do Instituto Português de Oncologia; na Biblioteca Nacional, no Arquivo Histórico do Ministério da Educação, da Direção-Geral de Saúde, da Torre do Tombo, da Rádio e Televisão de Portugal SA e no Arquivo da Fundação Rockfeller em Nova Iorque; Procedi à caracterização das fontes e à análise da documentação, seu tratamento heurístico e hermenêutico. Desta perceção de conjunto inferi o sentido evolutivo que a redação da monografia reflete. Como resultados da investigação realizada identifiquei na história da instituição educativa estudada três fases: criação (1935-1940); primeiros tempos, nos quais ela se consolidou (1941-1946) e maturidade (1947-1968). Nesta última fase existiram dois momentos. De afirmação (anos letivos de 1946/47 a 1953/54); de apogeu e abertura ao mundo (anos letivos de 1954/55 a 1967/68). Na fase de criação deste estabelecimento escolar saliento a importância e influência da Fundação Rockefeller, do Instituto Português de Oncologia e da Direção-Geral de Saúde. Nos, segundo e terceiro períodos realço a relevância da Escola Técnica de Enfermeiras na formação de agentes de saúde pública e no desenvolvimento da enfermagem no geral e da enfermagem de saúde pública em particular; nas políticas de ensino da Enfermagem com reflexos evidentes nas práticas pedagógicas e nos planos de estudos seguidos noutros estabelecimentos escolares de Enfermagem tanto em Portugal como no estrangeiro e nas políticas públicas promulgadas relativas ao ensino de Enfermagem, nomeadamente, em 1952 e 1965. No fim da terceira e última fase estudada (1958-1968) e como resultado da permanência da Escola sob a tutela do Ministério da Educação Nacional destaco a sua “incapacidade” para inovar e criar pós-graduações em enfermagem, estudos que tanto ambicionava. Ficava dessa forma impossibilitada de cumprir o seu ideário e de completar o projeto a que se tinha proposto.
Autores principais:Ferreira, Óscar Manuel Ramos
Assunto:Teses de doutoramento - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com esta tese pretendo conhecer e dar a conhecer a Escola Técnica de Enfermeiras, enquanto instituição educativa, através da reconstituição da sua materialidade histórica, da sua evolução e do seu enquadramento na política do Estado Novo (1940-1968); da caracterização da sua cultura, do perfil das formandas, do currículo, da intervenção na saúde pública e, enfim, da construção da sua identidade histórica. Nesse sentido socorri-me de autores que têm trabalhado e teorizado sobre a História das Instituições Educativas e a História da Enfermagem. A reconstituição e a recolha de informação foram realizadas no arquivo da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; na biblioteca do Instituto Português de Oncologia; na Biblioteca Nacional, no Arquivo Histórico do Ministério da Educação, da Direção-Geral de Saúde, da Torre do Tombo, da Rádio e Televisão de Portugal SA e no Arquivo da Fundação Rockfeller em Nova Iorque; Procedi à caracterização das fontes e à análise da documentação, seu tratamento heurístico e hermenêutico. Desta perceção de conjunto inferi o sentido evolutivo que a redação da monografia reflete. Como resultados da investigação realizada identifiquei na história da instituição educativa estudada três fases: criação (1935-1940); primeiros tempos, nos quais ela se consolidou (1941-1946) e maturidade (1947-1968). Nesta última fase existiram dois momentos. De afirmação (anos letivos de 1946/47 a 1953/54); de apogeu e abertura ao mundo (anos letivos de 1954/55 a 1967/68). Na fase de criação deste estabelecimento escolar saliento a importância e influência da Fundação Rockefeller, do Instituto Português de Oncologia e da Direção-Geral de Saúde. Nos, segundo e terceiro períodos realço a relevância da Escola Técnica de Enfermeiras na formação de agentes de saúde pública e no desenvolvimento da enfermagem no geral e da enfermagem de saúde pública em particular; nas políticas de ensino da Enfermagem com reflexos evidentes nas práticas pedagógicas e nos planos de estudos seguidos noutros estabelecimentos escolares de Enfermagem tanto em Portugal como no estrangeiro e nas políticas públicas promulgadas relativas ao ensino de Enfermagem, nomeadamente, em 1952 e 1965. No fim da terceira e última fase estudada (1958-1968) e como resultado da permanência da Escola sob a tutela do Ministério da Educação Nacional destaco a sua “incapacidade” para inovar e criar pós-graduações em enfermagem, estudos que tanto ambicionava. Ficava dessa forma impossibilitada de cumprir o seu ideário e de completar o projeto a que se tinha proposto.