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Das Políticas Públicas De Igualdade De Género Às Lideranças No Feminino - Um estudo aplicado ao Subsetor da Administração Pública Central

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal as políticas da igualdade de género tiveram início com a instauração da República e foram retomadas numa perspetiva mais alargada após 1974. Não obstante a sua evolução, dados estatísticos continuam a alertar-nos para o fato da dimensão de género não se encontrar plenamente implementada na Administração Pública Central do Estado existindo mais homens do que mulheres a ocupar os cargos de direção superior neste subsetor. Atendendo, designadamente, que este subsetor tem um papel de primeira linha na implementação das políticas públicas, considerou-se da maior relevância estudar que fatores continuam a contribuir para a não paridade de género no que toca às lideranças. Estabelecemos, assim, como objetivo geral da presente dissertação, identificar e analisar que fatores, na perspetiva dos dirigentes superiores da Administração Pública Central, determinam a sub-representatividade das mulheres nesses cargos. Além de se revisitarem as principais políticas desenvolvidas e de se efetuar um enquadramento teórico em torno dos conceitos e dimensões teóricas em análise, desenvolveu-se uma estratégia de investigação em redor da aplicação de um inquérito por questionário a 105 dirigentes em cargos de direção superior que nos permitisse saber que fatores, explícitos e latentes, ainda subsistem, como entraves, à ascensão das mulheres. Para tal foi efetuada a análise descritiva dos dados, seguindo-se uma análise fatorial exploratória, com recurso ao programa estatístico SPSS, versão 25. Concluímos que, não obstante a implementação de políticas públicas de igualdade de género e da evolução da cultura social e organizacional, os obstáculos são ainda, em larga medida, justificados pelo fato dos homens reunirem melhores condições de progressão na carreira do que as mulheres, sendo detentores de maior disponibilidade de tempo que canalizam para o desenvolvimento habilitacional e profissional. As mulheres em desfavor da sua evolução profissional, continuam a canalizar muito do seu tempo para a família e tarefas domésticas.
Autores principais:Inácio, Ana Cristina de Matos Azinheiro
Assunto:Políticas Públicas de Igualdade de Género Lideranças no Feminino Cultura Organizacional Public Policies on Gender Equality Female Leaders Organizational Culture
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal as políticas da igualdade de género tiveram início com a instauração da República e foram retomadas numa perspetiva mais alargada após 1974. Não obstante a sua evolução, dados estatísticos continuam a alertar-nos para o fato da dimensão de género não se encontrar plenamente implementada na Administração Pública Central do Estado existindo mais homens do que mulheres a ocupar os cargos de direção superior neste subsetor. Atendendo, designadamente, que este subsetor tem um papel de primeira linha na implementação das políticas públicas, considerou-se da maior relevância estudar que fatores continuam a contribuir para a não paridade de género no que toca às lideranças. Estabelecemos, assim, como objetivo geral da presente dissertação, identificar e analisar que fatores, na perspetiva dos dirigentes superiores da Administração Pública Central, determinam a sub-representatividade das mulheres nesses cargos. Além de se revisitarem as principais políticas desenvolvidas e de se efetuar um enquadramento teórico em torno dos conceitos e dimensões teóricas em análise, desenvolveu-se uma estratégia de investigação em redor da aplicação de um inquérito por questionário a 105 dirigentes em cargos de direção superior que nos permitisse saber que fatores, explícitos e latentes, ainda subsistem, como entraves, à ascensão das mulheres. Para tal foi efetuada a análise descritiva dos dados, seguindo-se uma análise fatorial exploratória, com recurso ao programa estatístico SPSS, versão 25. Concluímos que, não obstante a implementação de políticas públicas de igualdade de género e da evolução da cultura social e organizacional, os obstáculos são ainda, em larga medida, justificados pelo fato dos homens reunirem melhores condições de progressão na carreira do que as mulheres, sendo detentores de maior disponibilidade de tempo que canalizam para o desenvolvimento habilitacional e profissional. As mulheres em desfavor da sua evolução profissional, continuam a canalizar muito do seu tempo para a família e tarefas domésticas.