Publicação
A terra sigillata da oficina de salga 1 de Tróia: contextos de escavações antigas (1956-1961) e recentes (2008-2009)
| Resumo: | Este estudo apresenta uma grande quantidade de material, sobretudo de terra sigillata africana D, da primeira escavação da oficina 1 (Tróia). Estes materiais foram recolhidos por F. Bandeira Ferreira que descobriu a oficina em 1956 e trabalhou nesta fábrica no final dos anos cinquenta do séc. XX. Mais tarde, nos inícios dos anos sessenta, M. Farinha dos Santos pôs a descoberto a parte noroeste da oficina. Apesar de alguma da informação registada nessas escavações se ter perdido, alguns relatórios de campo e a correspondência trocada entre os investigadores foi preservada e merece um estudo aprofundado, além de permitir a interpretação de um impressionante volume de cerâmicas que pode enriquecer o conhecimento da oficina 1. Para além destas escavações, a oficina foi ainda interpretada por R. Étienne, Y. Makaroun e F. Mayet e os seus resultados foram publicados em 1994. Uma das conclusões deste estudo foi que o abandono da produção de salgas tinha ocorrido em meados do séc. V d.C. (Étienne; Makaroun and Mayet, 1994, p. 48). As diferentes produções e a variedade de formas de sigillata identificadas na oficina 1 demonstram uma capacidade económica excepcional e indicam uma considerável facilidade de aquisição de produtos exógenos. A cerâmica observada confirma actividade económica até meados do séc. V. No entanto, e apesar de algumas peças poderem revelar uma cronologia até meados do séc. VI, os níveis de importação da terra sigillata identificada na oficina 1 começam a decrescer no primeiro quarto do séc. V, podendo constituir um sinal do abandono da produção de salgas nesta oficina. A maior quantidade de material provém de depósitos de lixeira que cobriram a oficina 1 e as peças mais tardias podem provir da necrópole que ocupou esta área. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Patrícia Miranda Magalhães da |
| Assunto: | Cerâmica romana - Tróia (Portugal) Escavações arqueológicas - Tróia (Portugal) Indústria e comércio - Tróia (Portugal) - Antiguidade Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo apresenta uma grande quantidade de material, sobretudo de terra sigillata africana D, da primeira escavação da oficina 1 (Tróia). Estes materiais foram recolhidos por F. Bandeira Ferreira que descobriu a oficina em 1956 e trabalhou nesta fábrica no final dos anos cinquenta do séc. XX. Mais tarde, nos inícios dos anos sessenta, M. Farinha dos Santos pôs a descoberto a parte noroeste da oficina. Apesar de alguma da informação registada nessas escavações se ter perdido, alguns relatórios de campo e a correspondência trocada entre os investigadores foi preservada e merece um estudo aprofundado, além de permitir a interpretação de um impressionante volume de cerâmicas que pode enriquecer o conhecimento da oficina 1. Para além destas escavações, a oficina foi ainda interpretada por R. Étienne, Y. Makaroun e F. Mayet e os seus resultados foram publicados em 1994. Uma das conclusões deste estudo foi que o abandono da produção de salgas tinha ocorrido em meados do séc. V d.C. (Étienne; Makaroun and Mayet, 1994, p. 48). As diferentes produções e a variedade de formas de sigillata identificadas na oficina 1 demonstram uma capacidade económica excepcional e indicam uma considerável facilidade de aquisição de produtos exógenos. A cerâmica observada confirma actividade económica até meados do séc. V. No entanto, e apesar de algumas peças poderem revelar uma cronologia até meados do séc. VI, os níveis de importação da terra sigillata identificada na oficina 1 começam a decrescer no primeiro quarto do séc. V, podendo constituir um sinal do abandono da produção de salgas nesta oficina. A maior quantidade de material provém de depósitos de lixeira que cobriram a oficina 1 e as peças mais tardias podem provir da necrópole que ocupou esta área. |
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