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Air temperature effect on acute myocardial infarction incidence : a study in the temperate climate of Almada, Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto A literatura tem vindo a associar a temperatura atmosférica à incidência de enfarte agudo do miocárdio (EAM). Que nós tenhamos conhecimento, este representa o primeiro estudo realizado num clima mediterrânico que tenta encontrar uma associação entre ambos o enfarte com supra-desnivelamento do segmento ST (STEMI) e sem supra-desnivelamento do segmento ST (NSTEMI) e a temperatura atmosférica. Métodos Um estudo de coorte retrospetivo foi conduzido entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021 em Almada (Portugal) numa região com um clima mediterrânico temperado caracterizado por verões muito quentes e invernos pouco frios. Dados diários da temperatura atmosférica vieram de uma única estação de um instituto associado ao governo. Foram selecionados todos os doentes consecutivos de uma base de dados associada à angiografia do hospital e desses foram incluídos aqueles que foram encaminhados para fazer angiografia coronária com suspeita de EAM. As datas do início dos sintomas foram registadas em todos os doentes e combinadas com os dados da temperatura diária para essas datas. A análise foi feita utilizando modelos de regressão de Poisson. Resultados A população em estudo foi composta por 1880 doentes (65,9% homens) com uma média (DP) de idade de 65,4 (13,3) anos. Doentes com NSTEMI (941) foram mais velhos que os que tiveram STEMI (67,3 vs. 63,6-; p<0.01) e tinham maior prevalência de diabetes, hipertensão e dislipidemia, mas menor prevalência de tabagismo. A diminuição da temperatura atmosférica máxima foi associada a um aumento da incidência de EAM, com o grupo do STEMI a ter a associação mais forte (diminuição de 1 °C na temperatura atmosférica máxima levou a um aumento de 2,9% na taxa de incidência - IRR, 0,971; 95% CI, 0,957-0,986; p<.001). A associação foi significativa para ambos os subtipos de EAM ao longo das análises para os dias anteriores aos eventos e especialmente na estação do Outono. Conclusões A associação entre a diminuição da temperatura e o EAM foi consistente ao longo dos subgrupos, para ambos o STEMI e NSTEMI, e também nas análises para os dias anteriores aos eventos.
Autores principais:Costa, José Gabriel Sabino
Assunto:Enfarte agudo do miocárdio Non-ST Elevated Myocardial Infarctio (NSTEMI) ST Elevation Myocardial Infarction (STEMI) Incidência Temperatura atmosférica Clima temperado mediterrânico Cardiologia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto A literatura tem vindo a associar a temperatura atmosférica à incidência de enfarte agudo do miocárdio (EAM). Que nós tenhamos conhecimento, este representa o primeiro estudo realizado num clima mediterrânico que tenta encontrar uma associação entre ambos o enfarte com supra-desnivelamento do segmento ST (STEMI) e sem supra-desnivelamento do segmento ST (NSTEMI) e a temperatura atmosférica. Métodos Um estudo de coorte retrospetivo foi conduzido entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021 em Almada (Portugal) numa região com um clima mediterrânico temperado caracterizado por verões muito quentes e invernos pouco frios. Dados diários da temperatura atmosférica vieram de uma única estação de um instituto associado ao governo. Foram selecionados todos os doentes consecutivos de uma base de dados associada à angiografia do hospital e desses foram incluídos aqueles que foram encaminhados para fazer angiografia coronária com suspeita de EAM. As datas do início dos sintomas foram registadas em todos os doentes e combinadas com os dados da temperatura diária para essas datas. A análise foi feita utilizando modelos de regressão de Poisson. Resultados A população em estudo foi composta por 1880 doentes (65,9% homens) com uma média (DP) de idade de 65,4 (13,3) anos. Doentes com NSTEMI (941) foram mais velhos que os que tiveram STEMI (67,3 vs. 63,6-; p<0.01) e tinham maior prevalência de diabetes, hipertensão e dislipidemia, mas menor prevalência de tabagismo. A diminuição da temperatura atmosférica máxima foi associada a um aumento da incidência de EAM, com o grupo do STEMI a ter a associação mais forte (diminuição de 1 °C na temperatura atmosférica máxima levou a um aumento de 2,9% na taxa de incidência - IRR, 0,971; 95% CI, 0,957-0,986; p<.001). A associação foi significativa para ambos os subtipos de EAM ao longo das análises para os dias anteriores aos eventos e especialmente na estação do Outono. Conclusões A associação entre a diminuição da temperatura e o EAM foi consistente ao longo dos subgrupos, para ambos o STEMI e NSTEMI, e também nas análises para os dias anteriores aos eventos.