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Militarização dos desastres

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Resumo:Considerando os motivos pelos quais os militares estão atentos à relação entre segurança e alterações climáticas (AC), o artigo tem como objetivo identificar os reflexos dessa relação nas forças armadas (FA) e a necessidade de capacitação de seus recursos humanos para atuarem na gestão de riscos e desastres. O artigo também apresenta resultados de uma pesquisa acerca da percepção do setor militar sobre a securitização das AC e atuação das FA em desastres. Para isso, apoia-se nas teorias da securitização e dos Complexos Regionais de Segurança (CRS) e na Declaração de Sendai. O recorte espacial é o eixo ibero-americano, que abriga os CRS da América do Sul e o Subcomplexo Ibérico (CRS Europeu), recebendo maior influência doutrinária militar dos Estados Unidos da América (EUA) e da North Atlantic Treaty Organization (NATO), respectivamente. O recorte engloba os Exércitos de Terra da Argentina, Brasil, Chile, Espanha e Portugal, inseridos num processo de transformação. Os resultados apontam para a existência de uma possível tendência ibero-americana de militarização dos desastres, materializada pela criação de unidades militares específicas para atuar em desastres; a necessidade de ampliar capacidades militares para gestão de desastres; a limitação da atuação das FA apenas em algumas fases dos desastres.
Autores principais:Boeno, Raul Kleber de Souza
Outros Autores:Boeno, Renate Kottel; Azevedo, João de; Soromenho-Marques, Viriato; Schmidt, Luísa
Assunto:Securitização Alterações climáticas Desastres Forças armadas
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Considerando os motivos pelos quais os militares estão atentos à relação entre segurança e alterações climáticas (AC), o artigo tem como objetivo identificar os reflexos dessa relação nas forças armadas (FA) e a necessidade de capacitação de seus recursos humanos para atuarem na gestão de riscos e desastres. O artigo também apresenta resultados de uma pesquisa acerca da percepção do setor militar sobre a securitização das AC e atuação das FA em desastres. Para isso, apoia-se nas teorias da securitização e dos Complexos Regionais de Segurança (CRS) e na Declaração de Sendai. O recorte espacial é o eixo ibero-americano, que abriga os CRS da América do Sul e o Subcomplexo Ibérico (CRS Europeu), recebendo maior influência doutrinária militar dos Estados Unidos da América (EUA) e da North Atlantic Treaty Organization (NATO), respectivamente. O recorte engloba os Exércitos de Terra da Argentina, Brasil, Chile, Espanha e Portugal, inseridos num processo de transformação. Os resultados apontam para a existência de uma possível tendência ibero-americana de militarização dos desastres, materializada pela criação de unidades militares específicas para atuar em desastres; a necessidade de ampliar capacidades militares para gestão de desastres; a limitação da atuação das FA apenas em algumas fases dos desastres.