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O impacto da privatização no desempenho financeiro e operativo das empresas privatizadas em Portugal.

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Resumo:Nesta dissertação, investiga-se empiricamente o desempenho financeiro e operativo das empresas recentemente privatizadas em Portugal, estudam-se os pressupostos teóricos que apoiam a privatização de empresas públicas; e analisa-se o impacto da privatização na gestão interna das empresas privatizadas. Para além da revisão da literatura sobre a teoria económica das privatizações, sobre o desempenho operativo e financeiro das empresas privatizadas e sobre a relação entre a mudança da situação de propriedade e mudanças organizacionais, o objectivo essencial deste estudo visa investigar se a privatização das empresas públicas em Portugal conduziu ou não a um aumento dos níveis de desempenho dessas empresas, conforme sugerem as teorias dos direitos de propriedade, escolha pública e de agência Especificamente, a análise tenta determinar se na sequência da privatização, as empresas aumentaram a sua rendibilidade, a sua eficiência operativa, os seus investimentos, o seu output e os dividendos, e se reduziram o volume do emprego e o endividamento, O estudo empírico baseou-se numa amostra de 20 empresas portuguesas privatizadas entre os anos de 1989 a 1995 e concluiu que se evidenciam aumentos significativos no pós privatização para os indicadores da rendibilidade, eficiência operativa, output e dividendos e acréscimos não significativos no investimento. Por outro lado, documentase uma diminuição significativa do emprego e não significativa do endividamento. Globalmente, os resultados obtidos estão de acordo com as previsões e vão de encontro aos argumentos das teorias económicas dos direitos de propriedade, escolha pública e teoria de agência que defendem a superioridade da empresa privada sobre a pública tanto em termos de eficiência como em termos de rendibilidade, A robustez das conclusões tiradas da análise da amostra global confírmam-se através da divisão da amostra em diversas subamostras e revelam que as subamostras de empresas inseridas em mercados mais concorrenciais, de capital mais concentrado, com maiores variações na composição dos conselhos de administração e com mudança do respectivo Presidente, apresentam melhores níveis de evolução dos indicadores de desempenho do que as sub-amostras de empresas inseridas em mercados menos concorrenciais, de capital mais disseminado, de menores variações na composição dos conselhos de administração e com a permanência do respectivo presidente. Finalmente procedeu-se à comparação dos resultados obtidos para a amostra global com a média ponderada dos resultados obtidos nos estudos de âmbito internacional que serviram de base ao presente estudo sendo possível afirmar que, exceptuando, o factor emprego, existe similaridade das conclusões, ou seja, na sequência da privatização, as empresas apresentaram, na maior parte dos casos, significativos acréscimos de rendibilidade, de eficiência, de output, de investimento e de pagamento de dividendos e diminuições do endividamento.
Autores principais:Clamote, Carlos Augusto
Assunto:Privatização Desempenho operativo e financeiro Empresa pública Empresa privada Mudança organizacional Privatization financial and operating performance State owned entreprise Private firm Organisational change
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nesta dissertação, investiga-se empiricamente o desempenho financeiro e operativo das empresas recentemente privatizadas em Portugal, estudam-se os pressupostos teóricos que apoiam a privatização de empresas públicas; e analisa-se o impacto da privatização na gestão interna das empresas privatizadas. Para além da revisão da literatura sobre a teoria económica das privatizações, sobre o desempenho operativo e financeiro das empresas privatizadas e sobre a relação entre a mudança da situação de propriedade e mudanças organizacionais, o objectivo essencial deste estudo visa investigar se a privatização das empresas públicas em Portugal conduziu ou não a um aumento dos níveis de desempenho dessas empresas, conforme sugerem as teorias dos direitos de propriedade, escolha pública e de agência Especificamente, a análise tenta determinar se na sequência da privatização, as empresas aumentaram a sua rendibilidade, a sua eficiência operativa, os seus investimentos, o seu output e os dividendos, e se reduziram o volume do emprego e o endividamento, O estudo empírico baseou-se numa amostra de 20 empresas portuguesas privatizadas entre os anos de 1989 a 1995 e concluiu que se evidenciam aumentos significativos no pós privatização para os indicadores da rendibilidade, eficiência operativa, output e dividendos e acréscimos não significativos no investimento. Por outro lado, documentase uma diminuição significativa do emprego e não significativa do endividamento. Globalmente, os resultados obtidos estão de acordo com as previsões e vão de encontro aos argumentos das teorias económicas dos direitos de propriedade, escolha pública e teoria de agência que defendem a superioridade da empresa privada sobre a pública tanto em termos de eficiência como em termos de rendibilidade, A robustez das conclusões tiradas da análise da amostra global confírmam-se através da divisão da amostra em diversas subamostras e revelam que as subamostras de empresas inseridas em mercados mais concorrenciais, de capital mais concentrado, com maiores variações na composição dos conselhos de administração e com mudança do respectivo Presidente, apresentam melhores níveis de evolução dos indicadores de desempenho do que as sub-amostras de empresas inseridas em mercados menos concorrenciais, de capital mais disseminado, de menores variações na composição dos conselhos de administração e com a permanência do respectivo presidente. Finalmente procedeu-se à comparação dos resultados obtidos para a amostra global com a média ponderada dos resultados obtidos nos estudos de âmbito internacional que serviram de base ao presente estudo sendo possível afirmar que, exceptuando, o factor emprego, existe similaridade das conclusões, ou seja, na sequência da privatização, as empresas apresentaram, na maior parte dos casos, significativos acréscimos de rendibilidade, de eficiência, de output, de investimento e de pagamento de dividendos e diminuições do endividamento.