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Desempenho térmico de uma habitação Passive House : monitorização e aplicação do PHPP

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Resumo:Um edifício com reduzidos gastos energéticos necessita de uma envolvente térmica estanque sem pontes térmicas, vãos envidraçados de qualidade e um sistema de ventilação com recuperação de calor, de modo a providenciar um elevado conforto térmico e qualidade do ar. Todos estes são requisitos para habitações de baixo consumo energético, construídas de forma ética, responsável e sustentável, como são as casas passivas (Passive House). Sendo assim, o objetivo desta dissertação passa por avaliar remotamente o desempenho térmico de uma habitação unifamiliar reabilitada de acordo com os requisitos Passive House (PH), comparando-o com uma habitação vizinha não intervencionada e com o desempenho obtido durante a monitorização contínua da PH, face ao calculado com recurso à ferramenta Passive House Planning Package (PHPP). A reabilitação da habitação pretendeu convertê-la numa habitação o mais confortável possível, através da reabilitação das envolventes e da instalação de novos sistemas técnicos. Para a monitorização da Passive House – denominação dada à habitação reabilitada – foi instalado um sistema de monitorização para as temperaturas do ar exterior e interior, da humidade exterior e interior, da qualidade do ar interior e de diversos parâmetros energéticos. Ainda foi instalado um outro sistema na habitação vizinha não reabilitada. A análise dos dados monitorizados permitiu a sua comparação com os resultados obtidos pela folha de cálculo PHPP. A análise dos dados da monitorização na habitação reabilitada demonstrou um desempenho favorável e de acordo com os princípios Passive House, com bom conforto interior, conjugado com uma qualidade do ar excelente e consumo energético reduzido. Durante o período monitorizado, o consumo total de energia pela Passive House e pelo sistema de climatização, em função da área da habitação, foi de 32,6 kWh/m2 e 2,0 kWh/m2 , respetivamente. A temperatura média do ar no interior da PH foi de 22,4 ºC e foi registado sobreaquecimento em 10,8% das horas monitorizadas. Em comparação, o desempenho da habitação vizinha não reabilitada foi menos favorável, quer do ponto de vista da qualidade do ar, como também do conforto térmico interior. A temperatura média do ar no interior da mesma habitação foi de 20,7 ºC. A concentração média de CO2 nas habitações reabilitada e não reabilitada foi de 680 ppm e 752 ppm, respetivamente. As estimativas obtidas pela folha de cálculo do PHPP foram semelhantes aos resultados da monitorização efetuada. A diferença entre o valor real e o valor estimado referente ao consumo total de energia foi 13%. Um dos critérios Passive House, nomeadamente o resultado do teste de estanquidade ao ar, foi superior ao estipulado pelo Passive House Institute (PHI), não possibilitando a certificação como Passive House. A habitação reabilitada foi assim denominada pelo PHI como low energy refurbishment with passive house components.
Autores principais:Caires, João Francisco Mendonça
Assunto:Passive House PHPP Monitorização Conforto térmico Teses de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um edifício com reduzidos gastos energéticos necessita de uma envolvente térmica estanque sem pontes térmicas, vãos envidraçados de qualidade e um sistema de ventilação com recuperação de calor, de modo a providenciar um elevado conforto térmico e qualidade do ar. Todos estes são requisitos para habitações de baixo consumo energético, construídas de forma ética, responsável e sustentável, como são as casas passivas (Passive House). Sendo assim, o objetivo desta dissertação passa por avaliar remotamente o desempenho térmico de uma habitação unifamiliar reabilitada de acordo com os requisitos Passive House (PH), comparando-o com uma habitação vizinha não intervencionada e com o desempenho obtido durante a monitorização contínua da PH, face ao calculado com recurso à ferramenta Passive House Planning Package (PHPP). A reabilitação da habitação pretendeu convertê-la numa habitação o mais confortável possível, através da reabilitação das envolventes e da instalação de novos sistemas técnicos. Para a monitorização da Passive House – denominação dada à habitação reabilitada – foi instalado um sistema de monitorização para as temperaturas do ar exterior e interior, da humidade exterior e interior, da qualidade do ar interior e de diversos parâmetros energéticos. Ainda foi instalado um outro sistema na habitação vizinha não reabilitada. A análise dos dados monitorizados permitiu a sua comparação com os resultados obtidos pela folha de cálculo PHPP. A análise dos dados da monitorização na habitação reabilitada demonstrou um desempenho favorável e de acordo com os princípios Passive House, com bom conforto interior, conjugado com uma qualidade do ar excelente e consumo energético reduzido. Durante o período monitorizado, o consumo total de energia pela Passive House e pelo sistema de climatização, em função da área da habitação, foi de 32,6 kWh/m2 e 2,0 kWh/m2 , respetivamente. A temperatura média do ar no interior da PH foi de 22,4 ºC e foi registado sobreaquecimento em 10,8% das horas monitorizadas. Em comparação, o desempenho da habitação vizinha não reabilitada foi menos favorável, quer do ponto de vista da qualidade do ar, como também do conforto térmico interior. A temperatura média do ar no interior da mesma habitação foi de 20,7 ºC. A concentração média de CO2 nas habitações reabilitada e não reabilitada foi de 680 ppm e 752 ppm, respetivamente. As estimativas obtidas pela folha de cálculo do PHPP foram semelhantes aos resultados da monitorização efetuada. A diferença entre o valor real e o valor estimado referente ao consumo total de energia foi 13%. Um dos critérios Passive House, nomeadamente o resultado do teste de estanquidade ao ar, foi superior ao estipulado pelo Passive House Institute (PHI), não possibilitando a certificação como Passive House. A habitação reabilitada foi assim denominada pelo PHI como low energy refurbishment with passive house components.