| Resumo: | O Agronegócio em Moçambique poderá ser um factor dinamizador da agricultura, chave para o desevolvimento económico, elemento para a equidade no desenvolvimento social e fundamental para a redução da pobreza e da fome. O estudo analisa as perceções dos atores do agronegócio do milho e da mandioca sobre o impacto destas culturas na vida económica e social no meio rural. Diante desta perspetiva, esta pesquisa teve como objetivo investigar prospectivamente as cadeias de valor das culturas do milho e da mandioca, no corredor de Nacala, com vista a identificar formas de potenciar o desenvolvimento do agronegócio como fator dinamizador da promoção do desenvolvimento socioeconómico sustentável no meio rural. Os resultados alcançados indicam que em Moçambique, de forma geral, o agronegócio do milho e da mandioca é potencial pilar dinamizador que poderá contribuir para o desenvolvimento da agricultura e impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento social se o Estado colocar-se na dianteira na criação, nas zonas de produção, de infraestruturas públicas para a prática de uma agricultura economicamente sustentável e uma legislação flexível e promotora de um clima propício para o agronegócio. Com as infraestruturas públicas criadas nos centros de produção deve-se optar, pelo envolvimento de todos atores do agronegócio num sistema de Integração e Coordenação Vertical, apostando na transformação da baixa renda da agricultura rural em agricultura comercial e competitiva para que efetivamente o agronegócio seja um dos pilares para o combate da fome e da pobreza no meio rural. A Integração e Coordenação Vertical, significa a existência de instituições âncoras que se dedicam a puxar a atividade do agronegócio dos produtores locais na base contratual. Esta forma promete rápida integração ao mercado, crescimento económico, inovação tecnológica, ao mesmo tempo em que protege os direitos e a autonomia do produtor sob regime de integração e coordenação. |