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Aprender e ensinar com Descartes: o método cartesiano como inspiração para o ensino da filosofia

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Resumo:A presente tese pretende lançar a discussão sobre a hipótese de conciliar o pensamento do filósofo francês, René Descartes, com o ensino da Filosofia no século XXI. A adaptação da sua vida e obra ao sistema educativo português atual pode trazer uma visão renovada a cada aula, quer para alunos, quer para professores. A reflexão que aqui se oferece não recusa outros métodos ou estratégias. Sugere, antes, a oportunidade de complementar o que já é feito, beneficiando e valorizando o processo de ensino. Sendo a escola o espaço primordial para formar cidadãos interessados, motivados e participativos, é essencial ter consciência de que a missão do professor é, simultaneamente, empolgante e desafiadora. Com a tarefa de promover o desenvolvimento de conteúdos e competências nos seus alunos e alunas, o docente deve, ainda, preocupar-se com as diferentes vertentes destes jovens homens e mulheres. A qualidade da relação pedagógica desempenha um papel fundamental na conservação da curiosidade e do gosto pela aprendizagem dos mais novos. O ensino em geral, e o ensino da Filosofia em particular, requer estratégias precisas e rigorosas. O método cartesiano pode ajudar a produzir os recursos mais indicadas para o trabalho com alunos do ensino secundário. A apropriação das suas caraterísticas, aqui sugerida, deve ser encarada como uma mais-valia para todos os professores. Por outro lado, as experiências de Descartes, nomeadamente, algumas das relações que estabelece, permitem compreender como é, ou deve ser, criada a relação entre professor e alunos. Além disso, a análise da correspondência deste filósofo francês com a princesa Elisabeth da Boémia, permite-nos estabelecer, também, uma comparação entre a epistolografia de Descartes e o ensino da Filosofia nas escolas de hoje. As capacidades da princesa da Boémia permitiram o conhecimento mais aprofundado das ideias deste pensador. As suas atitudes sugerem um espírito resiliente, que devíamos conseguir despertar em todos os alunos. Finalmente, é criado um paralelismo entre a experiência mais recente de ensino a distância e o ensino por correspondência do século XVII, analisando vantagens e desvantagens deste processo. A sintonia encontrada oferece soluções para um ensino de sucesso, preocupado com a formação integral dos nossos alunos.
Autores principais:André, Joana Branco Pereira Marques Dias
Assunto:Descartes, René, 1596-1650 - Crítica e interpretação Descartes, René, 1596-1650 - Correspondência Elisabeth, Princesa da Boémia, 1618-1680 - Correspondência Filosofia - Estudo e ensino Cartesianismo Teses de doutoramento - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente tese pretende lançar a discussão sobre a hipótese de conciliar o pensamento do filósofo francês, René Descartes, com o ensino da Filosofia no século XXI. A adaptação da sua vida e obra ao sistema educativo português atual pode trazer uma visão renovada a cada aula, quer para alunos, quer para professores. A reflexão que aqui se oferece não recusa outros métodos ou estratégias. Sugere, antes, a oportunidade de complementar o que já é feito, beneficiando e valorizando o processo de ensino. Sendo a escola o espaço primordial para formar cidadãos interessados, motivados e participativos, é essencial ter consciência de que a missão do professor é, simultaneamente, empolgante e desafiadora. Com a tarefa de promover o desenvolvimento de conteúdos e competências nos seus alunos e alunas, o docente deve, ainda, preocupar-se com as diferentes vertentes destes jovens homens e mulheres. A qualidade da relação pedagógica desempenha um papel fundamental na conservação da curiosidade e do gosto pela aprendizagem dos mais novos. O ensino em geral, e o ensino da Filosofia em particular, requer estratégias precisas e rigorosas. O método cartesiano pode ajudar a produzir os recursos mais indicadas para o trabalho com alunos do ensino secundário. A apropriação das suas caraterísticas, aqui sugerida, deve ser encarada como uma mais-valia para todos os professores. Por outro lado, as experiências de Descartes, nomeadamente, algumas das relações que estabelece, permitem compreender como é, ou deve ser, criada a relação entre professor e alunos. Além disso, a análise da correspondência deste filósofo francês com a princesa Elisabeth da Boémia, permite-nos estabelecer, também, uma comparação entre a epistolografia de Descartes e o ensino da Filosofia nas escolas de hoje. As capacidades da princesa da Boémia permitiram o conhecimento mais aprofundado das ideias deste pensador. As suas atitudes sugerem um espírito resiliente, que devíamos conseguir despertar em todos os alunos. Finalmente, é criado um paralelismo entre a experiência mais recente de ensino a distância e o ensino por correspondência do século XVII, analisando vantagens e desvantagens deste processo. A sintonia encontrada oferece soluções para um ensino de sucesso, preocupado com a formação integral dos nossos alunos.