Publicação
Medição da inteligência emocional e sua relação com o sucesso escolar
| Resumo: | O crescente interesse pela inteligência emocional tem motivado, desde os anos 90, um pouco por todo o mundo, o desenvolvimento de numerosos trabalhos sobre o tema. Com o presente trabalho pretendeu-se contribuir para o estudo da medição da inteligência emocional e da sua relação com o sucesso escolar, nomeadamente quando retirados os efeitos da inteligência e da personalidade. Assumiu-se para a inteligência o modelo complexo, para a inteligência emocional o modelo misto e para a personalidade o modelo dos cinco factores. Uma das componentes da inteligência, o reconhecimento verbal, foi medido com um teste de vocabulário, a inteligência emocional através de uma escala de auto-avaliação, o BarOn EQ-i, e, no que diz respeito à personalidade, foram considerados apenas dois factores, o Neuroticismo e a Abertura, tendo-se recorrido ao NEO PI-R (Forma S). O sucesso escolar foi avaliado a partir das classificações obtidas no ano lectivo anterior nas disciplinas de Matemática e de Português bem como através do autoposicionamento académico. A amostra foi constituída por 218 participantes (133 raparigas e 85 rapazes) do 11º e 12º anos de seis escolas portuguesas. Enquanto a hipótese de existência de uma correlação positiva estatisticamente significativa entre a inteligência emocional e as classificações escolares foi excluída, a que se referia à relação entre a inteligência emocional e o autoposicionamento académico foi confirmada. Os resultados não mostraram diferenças significativas na inteligência emocional entre os géneros, excepto quando consideradas as escalas do BarOn EQ-i em vez da sua pontuação global, e não apoiaram a hipótese referente à associação entre a escolaridade dos pais e a inteligência emocional. No final deste trabalho foram apontadas as suas limitações e indicadas as questões levantadas no seu desenvolvimento. Foram ainda acrescentadas propostas para investigações próximas e aplicações na educação. |
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| Autores principais: | Ângelo, Inês Salgueiro |
| Assunto: | Educação Formação pessoal e social Teses de mestrado |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O crescente interesse pela inteligência emocional tem motivado, desde os anos 90, um pouco por todo o mundo, o desenvolvimento de numerosos trabalhos sobre o tema. Com o presente trabalho pretendeu-se contribuir para o estudo da medição da inteligência emocional e da sua relação com o sucesso escolar, nomeadamente quando retirados os efeitos da inteligência e da personalidade. Assumiu-se para a inteligência o modelo complexo, para a inteligência emocional o modelo misto e para a personalidade o modelo dos cinco factores. Uma das componentes da inteligência, o reconhecimento verbal, foi medido com um teste de vocabulário, a inteligência emocional através de uma escala de auto-avaliação, o BarOn EQ-i, e, no que diz respeito à personalidade, foram considerados apenas dois factores, o Neuroticismo e a Abertura, tendo-se recorrido ao NEO PI-R (Forma S). O sucesso escolar foi avaliado a partir das classificações obtidas no ano lectivo anterior nas disciplinas de Matemática e de Português bem como através do autoposicionamento académico. A amostra foi constituída por 218 participantes (133 raparigas e 85 rapazes) do 11º e 12º anos de seis escolas portuguesas. Enquanto a hipótese de existência de uma correlação positiva estatisticamente significativa entre a inteligência emocional e as classificações escolares foi excluída, a que se referia à relação entre a inteligência emocional e o autoposicionamento académico foi confirmada. Os resultados não mostraram diferenças significativas na inteligência emocional entre os géneros, excepto quando consideradas as escalas do BarOn EQ-i em vez da sua pontuação global, e não apoiaram a hipótese referente à associação entre a escolaridade dos pais e a inteligência emocional. No final deste trabalho foram apontadas as suas limitações e indicadas as questões levantadas no seu desenvolvimento. Foram ainda acrescentadas propostas para investigações próximas e aplicações na educação. |
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