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As relações Federação Russa - UE no século XXI : a energia como eixo orientador?

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Summary:Com o colapso da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o modelo da União Europeia (UE) serviu de guia orientador para as relações entre a UE e a Federação Russa. Contudo, no século XXI tem-se assistido a um distanciamento entre os dois blocos. O rápido crescimento económico da Rússia permitiu aumentar a influência desta, ao nível regional, procurando também obter uma posição forte à escala global. O aprofundar da cooperação entre as duas regiões foi acompanhado pela Política Externa de Segurança Comum (PESC) da UE, a qual incorporou questões energéticas na sua área de actuação, de forma gradual. Sendo a Rússia um dos mais importantes parceiros comerciais da UE, e o seu principal fornecedor de matérias-primas energéticas, sobretudo de gás natural, será relevante considerar o sector da energia como fundamental no desenvolvimento desta cooperação. Dadas as divergências existentes, a segurança energética assume-se como um tema crucial nesta relação bilateral. Para a UE, um sector energético competitivo e sustentável, e uma política de energia eficiente e coerente são necessárias para contrariar a excessiva dependência de importações de gás natural russo. Num período de indefinição e impasse do seu relacionamento, Bruxelas e Moscovo têm de ultrapassar os desafios que enfrentam fomentando um clima de confiança mútua.
Main Authors:Coelho, João Bismarck Amorim
Subject:União Europeia Federação Russa Energia Mercado Interno European Union Russian Federation Energy Internal Market
Year:2012
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Com o colapso da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o modelo da União Europeia (UE) serviu de guia orientador para as relações entre a UE e a Federação Russa. Contudo, no século XXI tem-se assistido a um distanciamento entre os dois blocos. O rápido crescimento económico da Rússia permitiu aumentar a influência desta, ao nível regional, procurando também obter uma posição forte à escala global. O aprofundar da cooperação entre as duas regiões foi acompanhado pela Política Externa de Segurança Comum (PESC) da UE, a qual incorporou questões energéticas na sua área de actuação, de forma gradual. Sendo a Rússia um dos mais importantes parceiros comerciais da UE, e o seu principal fornecedor de matérias-primas energéticas, sobretudo de gás natural, será relevante considerar o sector da energia como fundamental no desenvolvimento desta cooperação. Dadas as divergências existentes, a segurança energética assume-se como um tema crucial nesta relação bilateral. Para a UE, um sector energético competitivo e sustentável, e uma política de energia eficiente e coerente são necessárias para contrariar a excessiva dependência de importações de gás natural russo. Num período de indefinição e impasse do seu relacionamento, Bruxelas e Moscovo têm de ultrapassar os desafios que enfrentam fomentando um clima de confiança mútua.