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Pegada da água dos vinhos produzidos na Adega Mayor

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A quantidade e qualidade da água disponível no mundo tem vindo a ser um tema em constante destaque a nível global. Com as alterações climáticas e o constante aumento da população mundial, existe uma forte probabilidade de as reservas de água potável atingirem os seus limites nas próximas décadas. Consequentemente, existe uma maior consciencialização da sociedade para os perigos que daí possam advir, o que proporciona a criação de programas de sustentabilidade com o objetivo de tornar o uso da água o mais eficiente e o menos poluente possível, de forma a não comprometer as gerações vindouras. É nesse âmbito que em Portugal, na região do Alentejo, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana desenvolveu o Plano de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, um plano para ser seguido pelas entidades associadas. Esse plano inclui várias áreas de foco, sendo a componente hídrica uma das mais importantes. Neste trabalho são analisadas as pegadas da água de 4 vinhos, dois colhidos em 2017 (vinhos tintos: Reserva e Touriga Nacional) e outros dois colhidos em 2018 (vinhos brancos: Seleção e Verdelho). O cálculo da pegada da água para cada um dos vinhos, engloba todo o processo, desde o cultivo até ao engarrafamento, numa perspetiva cradle-to-gate, excluindo os materiais inerentes aos edifícios, maquinaria e do fabrico da garrafa, rotulo, rolha e embalagem. A unidade funcional deste trabalho é uma garrafa de vinho habitual de 0,75 litros. Existem várias metodologias para o cálculo da pegada da água, daí a necessidade de criar a Norma Internacional ISO 14046 de forma a definir diretrizes a seguir sempre que se procede ao cálculo de uma pegada da água de um processo, produto ou instituição. Utilizou-se duas metodologias propostas por duas comunidades distintas. Aplicou-se a metodologia proposta no Water Footprint Assessment Manual (comunidade Water Footprint Network), um projeto liderado por Arjen Y. Hoekstra e publicado em 2011. O outro método aplicado é o utilizado pelo software V.I.V.A., um programa desenvolvido pelo Ministério da Transição Ecológica de Itália com o objetivo de tornar as práticas vitivinícolas do país mais sustentáveis. De notar que ambas as metodologias aplicadas seguem uma avaliação de ciclo de vida (LCA) e na prática os métodos são bastante semelhantes, diferenciando-se principalmente na apresentação de resultados. Os resultados do trabalho mostram uma pegada da água média em 2018, #% maior do que em 2017. Em ambos os anos de produção, a componente da água verde (referente à evapotranspiração) é a mais significativa, representando em média, #% para os vinhos Seleção e Verdelho e #% para o vinho Reserva e Touriga. Todos os vinhos apresentam uma componente da água cinzenta (água necessária para diluir os poluentes) nula. A componente azul (água de consumo) para a colheita de 2017 é em média 140 L H2O/garrafa, por sua vez, para a colheita de 2018 toma o valor de 59 L H2O/garrafa. Em termos dos processos onde existe consumo de água azul, a rega é em todos os vinhos onde existe um maior consumo de água. O volume de água para rega dos vinhos Reserva e Touriga é em média #% maior que o volume de água para rega dos vinhos Seleção e Verdelho.
Autores principais:Germano, Rafael Alexandre Fialho
Assunto:Pegada da água Análise do Ciclo de Vida CROPWAT Desenvolvimento Sustentável Software V.I.V.A. Indicador AWARE Tese de mestrado 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A quantidade e qualidade da água disponível no mundo tem vindo a ser um tema em constante destaque a nível global. Com as alterações climáticas e o constante aumento da população mundial, existe uma forte probabilidade de as reservas de água potável atingirem os seus limites nas próximas décadas. Consequentemente, existe uma maior consciencialização da sociedade para os perigos que daí possam advir, o que proporciona a criação de programas de sustentabilidade com o objetivo de tornar o uso da água o mais eficiente e o menos poluente possível, de forma a não comprometer as gerações vindouras. É nesse âmbito que em Portugal, na região do Alentejo, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana desenvolveu o Plano de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, um plano para ser seguido pelas entidades associadas. Esse plano inclui várias áreas de foco, sendo a componente hídrica uma das mais importantes. Neste trabalho são analisadas as pegadas da água de 4 vinhos, dois colhidos em 2017 (vinhos tintos: Reserva e Touriga Nacional) e outros dois colhidos em 2018 (vinhos brancos: Seleção e Verdelho). O cálculo da pegada da água para cada um dos vinhos, engloba todo o processo, desde o cultivo até ao engarrafamento, numa perspetiva cradle-to-gate, excluindo os materiais inerentes aos edifícios, maquinaria e do fabrico da garrafa, rotulo, rolha e embalagem. A unidade funcional deste trabalho é uma garrafa de vinho habitual de 0,75 litros. Existem várias metodologias para o cálculo da pegada da água, daí a necessidade de criar a Norma Internacional ISO 14046 de forma a definir diretrizes a seguir sempre que se procede ao cálculo de uma pegada da água de um processo, produto ou instituição. Utilizou-se duas metodologias propostas por duas comunidades distintas. Aplicou-se a metodologia proposta no Water Footprint Assessment Manual (comunidade Water Footprint Network), um projeto liderado por Arjen Y. Hoekstra e publicado em 2011. O outro método aplicado é o utilizado pelo software V.I.V.A., um programa desenvolvido pelo Ministério da Transição Ecológica de Itália com o objetivo de tornar as práticas vitivinícolas do país mais sustentáveis. De notar que ambas as metodologias aplicadas seguem uma avaliação de ciclo de vida (LCA) e na prática os métodos são bastante semelhantes, diferenciando-se principalmente na apresentação de resultados. Os resultados do trabalho mostram uma pegada da água média em 2018, #% maior do que em 2017. Em ambos os anos de produção, a componente da água verde (referente à evapotranspiração) é a mais significativa, representando em média, #% para os vinhos Seleção e Verdelho e #% para o vinho Reserva e Touriga. Todos os vinhos apresentam uma componente da água cinzenta (água necessária para diluir os poluentes) nula. A componente azul (água de consumo) para a colheita de 2017 é em média 140 L H2O/garrafa, por sua vez, para a colheita de 2018 toma o valor de 59 L H2O/garrafa. Em termos dos processos onde existe consumo de água azul, a rega é em todos os vinhos onde existe um maior consumo de água. O volume de água para rega dos vinhos Reserva e Touriga é em média #% maior que o volume de água para rega dos vinhos Seleção e Verdelho.