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Caracterização agronómica da amendoeira cv Lauranne num sistema de condução em sebe sob três estratégias de rega

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo foi realizado durante o ciclo cultural de 2022 num amendoal conduzido em sebe da cultivar Lauranne. O principal objetivo do estudo foi a avaliação do impacto de diferentes estratégias de rega nas características fenológicas e na produção da amêndoa. As estratégias definidas foram: 1) rega para a satisfação das necessidades da cultura, ou seja, conforto hídrico (controlo); 2) rega deficitária controlada (RDI) na qual o stress hídrico foi imposto numa fase do ciclo menos suscetível ao stress hídrico (endurecimento da casca); e 3) rega deficitária convencional (SDI) na qual o amendoal é sujeito ao mesmo nível de stress hídrico ao longo do ciclo. O estudo incluiu a monitorização de várias características agronómicas como o vingamento dos frutos, a evolução do tamanho dos frutos e a produtividade. Em paralelo foi monitorizado o estado hídrico da planta com medição do potencial hídrico foliar. A dotação de rega aplicada ao longo do ciclo foi de 354 mm no controlo, de 350 mm no RDI e de 289 mm no SDI. Ao contrário do expectável, as estratégias de rega não conseguiram seguir o idealizado em termos de reposição da água usada pela cultura. Verificou-se que os potenciais foram mais negativos do que o esperado na estratégia RDI variou entre -0,84 e -2 MPa; controlo entre -0,61 e -1,92 MPa e a SDI entre -0,76 e -2 MPa. Em termos de produtividade, apesar de não haver, estatisticamente, diferenças significativas (p>0,05), agronomicamente, a estratégia de rega RDI apresentou o maior valor (2111 kg/ha) seguido do controlo e SDI, com respetivamente 2083 e 1675 kg/ha. Esta diferença pode estar relacionada com a dotação de rega aplicada na estratégia RDI. A estratégia SDI mostrou ser a mais adequada em termos de poupança de água permitindo uma redução de 18,4%, e com uma quebra de produtividade de apenas 0,01 kg/m3 em relação à estratégia controlo.
Autores principais:Caroço, Madalena Farinha
Assunto:rega deficitária amendoal superintensivo produtividade balanço hídrico deficit irrigation almond super-intensive productivity water balance
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo foi realizado durante o ciclo cultural de 2022 num amendoal conduzido em sebe da cultivar Lauranne. O principal objetivo do estudo foi a avaliação do impacto de diferentes estratégias de rega nas características fenológicas e na produção da amêndoa. As estratégias definidas foram: 1) rega para a satisfação das necessidades da cultura, ou seja, conforto hídrico (controlo); 2) rega deficitária controlada (RDI) na qual o stress hídrico foi imposto numa fase do ciclo menos suscetível ao stress hídrico (endurecimento da casca); e 3) rega deficitária convencional (SDI) na qual o amendoal é sujeito ao mesmo nível de stress hídrico ao longo do ciclo. O estudo incluiu a monitorização de várias características agronómicas como o vingamento dos frutos, a evolução do tamanho dos frutos e a produtividade. Em paralelo foi monitorizado o estado hídrico da planta com medição do potencial hídrico foliar. A dotação de rega aplicada ao longo do ciclo foi de 354 mm no controlo, de 350 mm no RDI e de 289 mm no SDI. Ao contrário do expectável, as estratégias de rega não conseguiram seguir o idealizado em termos de reposição da água usada pela cultura. Verificou-se que os potenciais foram mais negativos do que o esperado na estratégia RDI variou entre -0,84 e -2 MPa; controlo entre -0,61 e -1,92 MPa e a SDI entre -0,76 e -2 MPa. Em termos de produtividade, apesar de não haver, estatisticamente, diferenças significativas (p>0,05), agronomicamente, a estratégia de rega RDI apresentou o maior valor (2111 kg/ha) seguido do controlo e SDI, com respetivamente 2083 e 1675 kg/ha. Esta diferença pode estar relacionada com a dotação de rega aplicada na estratégia RDI. A estratégia SDI mostrou ser a mais adequada em termos de poupança de água permitindo uma redução de 18,4%, e com uma quebra de produtividade de apenas 0,01 kg/m3 em relação à estratégia controlo.