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Temas de história moderna e contemporânea : o ensino de conceitos em história : uma proposta didática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Relatório de Prática de Ensino Supervisionada apresenta-se como uma proposta didática sobre os conteúdos de História Moderna e Contemporânea inseridos nos seguintes três módulos: Módulo 4, A Europa nos Séculos XVII e XVIII - Sociedade, Poder e Dinâmicas Sociais; e Módulo 5, O Liberalismo - Ideologia e Revolução, Modelos e Práticas nos Séculos XVIII e XIX, do 11º ano de escolaridade; e Módulo 7, Crises, Embates Ideológicos e Mutações Culturais na Primeira Metade do Século XX, pertencente ao 12º ano. Esta proposta foi posta em prática através da lecionação de aulas levada a cabo durante o ano escolar de 2017/18 na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa. Nas lições do 11º ano abordámos as grandes temáticas do mercantilismo e da Revolução Americana. Quanto à primeira, procurámos compreender e caracterizar o mercantilismo como doutrina económica, distinguindo o modelo francês do inglês, e reconhecendo nas suas práticas comerciais modos de afirmação das economias nacionais. Como preâmbulo conceptual, estabelecemos o relacionamento entre a existência dos impérios ultramarinos com o desenvolvimento do capitalismo comercial. A identificação das áreas coloniais disputadas, e da rivalidade franco-britânica que culminou na Guerra dos Sete Anos, agilizou o estabelecimento de uma ponte temática e conceptual para a Revolução Americana, em que se logrou relacionar os princípios da Declaração de Independência de 1776 e da Constituição de 1787 com a aplicação dos ideais iluministas, bem como a compreensão mais ampla das revoluções liberais como uma afirmação da igualdade de direitos e da soberania nacional. Relativamente às aulas do 12º ano, lecionámos sobre o Fascismo Italiano e o Nacional-Socialismo Alemão, caracterizando ambas as ideologias, e promovendo a compreensão da expansão dos regimes autoritários como um reflexo do problema do enquadramento das massas na vida política em países em que a democracia representativa não se consolidara. Paralelamente, recapitulámos em termos gerais o pensamento ocidental desde a época das Luzes, procurando interrelacionar os conceitos- chave que explicam as dicotomias do pensamento revolucionário e contrarrevolucionário, os pressupostos filosóficos dos movimentos progressistas e conservadores, da revolução e da reação, para que as raízes mais profundas, e as causas suficientes e formais que explicam o surgimento dos movimentos fascistas, fossem devidamente compreendidas. Finalmente, avaliámos o peso das massas nas transformações socioculturais, identificando formas de controlo do comportamento das mesmas. Ao longo de todas as aulas lecionadas, empregámos invariavelmente uma metodologia expositiva e de constante interpelação dos alunos, centrada no ensino dos conceitos-chave de cada matéria, com uso frequente do manual para resolução exercícios e interpretação de documentos, resumindo lógica e estruturadamente os pontos tratados e construindo pontes conceptuais para a atualidade.
Autores principais:Canha, João Luís Castro Freire
Assunto:História moderna História contemporânea História - Estudo e ensino Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Relatório de Prática de Ensino Supervisionada apresenta-se como uma proposta didática sobre os conteúdos de História Moderna e Contemporânea inseridos nos seguintes três módulos: Módulo 4, A Europa nos Séculos XVII e XVIII - Sociedade, Poder e Dinâmicas Sociais; e Módulo 5, O Liberalismo - Ideologia e Revolução, Modelos e Práticas nos Séculos XVIII e XIX, do 11º ano de escolaridade; e Módulo 7, Crises, Embates Ideológicos e Mutações Culturais na Primeira Metade do Século XX, pertencente ao 12º ano. Esta proposta foi posta em prática através da lecionação de aulas levada a cabo durante o ano escolar de 2017/18 na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa. Nas lições do 11º ano abordámos as grandes temáticas do mercantilismo e da Revolução Americana. Quanto à primeira, procurámos compreender e caracterizar o mercantilismo como doutrina económica, distinguindo o modelo francês do inglês, e reconhecendo nas suas práticas comerciais modos de afirmação das economias nacionais. Como preâmbulo conceptual, estabelecemos o relacionamento entre a existência dos impérios ultramarinos com o desenvolvimento do capitalismo comercial. A identificação das áreas coloniais disputadas, e da rivalidade franco-britânica que culminou na Guerra dos Sete Anos, agilizou o estabelecimento de uma ponte temática e conceptual para a Revolução Americana, em que se logrou relacionar os princípios da Declaração de Independência de 1776 e da Constituição de 1787 com a aplicação dos ideais iluministas, bem como a compreensão mais ampla das revoluções liberais como uma afirmação da igualdade de direitos e da soberania nacional. Relativamente às aulas do 12º ano, lecionámos sobre o Fascismo Italiano e o Nacional-Socialismo Alemão, caracterizando ambas as ideologias, e promovendo a compreensão da expansão dos regimes autoritários como um reflexo do problema do enquadramento das massas na vida política em países em que a democracia representativa não se consolidara. Paralelamente, recapitulámos em termos gerais o pensamento ocidental desde a época das Luzes, procurando interrelacionar os conceitos- chave que explicam as dicotomias do pensamento revolucionário e contrarrevolucionário, os pressupostos filosóficos dos movimentos progressistas e conservadores, da revolução e da reação, para que as raízes mais profundas, e as causas suficientes e formais que explicam o surgimento dos movimentos fascistas, fossem devidamente compreendidas. Finalmente, avaliámos o peso das massas nas transformações socioculturais, identificando formas de controlo do comportamento das mesmas. Ao longo de todas as aulas lecionadas, empregámos invariavelmente uma metodologia expositiva e de constante interpelação dos alunos, centrada no ensino dos conceitos-chave de cada matéria, com uso frequente do manual para resolução exercícios e interpretação de documentos, resumindo lógica e estruturadamente os pontos tratados e construindo pontes conceptuais para a atualidade.