Publicação
Pesquisa de anticorpos anti-Plasmodium spp em indivíduos com estadia em zona endémica de Malária
| Resumo: | A malária é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crónica, com manifestações episódicas de carácter agudo, causada por um protozoário do género Plasmodium. A transmissão ao homem é feita pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, por via congénita e transfusional. A imunidade natural contra o Plasmodium é complexa e demora anos a desenvolver; dependendo da frequência e duração da exposição à infecção. Com este estudo pretende-se: determinar a prevalência de anticorpos anti-Plasmodium em indivíduos que viajaram/regressaram de zonas endémicas, relacionar a presença de anticorpos com variáveis sociodemográficas, de caracterização da viagem/estadia e história de malária, caracterizar a diferença de taxas de aprovação de dadores, entre a utilização de um teste imunológico e a triagem baseada em critérios clínicos, considerando o grupo estudado como dadores de sangue, caracterizar conhecimentos, atitudes e práticas sobre malária e sua prevenção. Participaram no estudo 312 indivíduos, 2/3 eram do género masculino, 3/4 tinham idade inferior a 50 anos, 2/3 tinham grau de licenciado ou superior, 3/4 era natural de Portugal. Metade fez apenas uma viagem/estadia em países endémicos de malária, apresentando um intervalo de tempo superior a três anos entre o regresso e o estudo. 20,1% dos que participaram no estudo tinham história de malária, mas apenas 9,4% apresentavam serologia positiva para anticorpos totais anti-Plasmodium. Este subgrupo foi testado por PCR para identificação de Plasmodium spp e Plasmodium falciparum obtendo-se resultados negativos. Desta forma, os indivíduos ainda apresentam anticorpos em circulação apesar de maioritariamente o regresso ter sido há mais de três anos; nenhum dos participantes com serologia positiva tem o parasita em circulação. Se os participantes no estudo forem considerados hipotéticos dadores de sangue verifica-se uma maior taxa de aprovação quando aplicado aos visitantes assintomáticos de zonas endémicas de malária apenas um teste serológico como consta na Norma de Serviço nº 1 de 15/04/2012, do IPST,IP. |
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| Autores principais: | Ferreira, Ana Raquel Lourenço, 1979- |
| Assunto: | Malária Plasmodium falciparum ELISA Dadores de sangue Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A malária é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crónica, com manifestações episódicas de carácter agudo, causada por um protozoário do género Plasmodium. A transmissão ao homem é feita pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, por via congénita e transfusional. A imunidade natural contra o Plasmodium é complexa e demora anos a desenvolver; dependendo da frequência e duração da exposição à infecção. Com este estudo pretende-se: determinar a prevalência de anticorpos anti-Plasmodium em indivíduos que viajaram/regressaram de zonas endémicas, relacionar a presença de anticorpos com variáveis sociodemográficas, de caracterização da viagem/estadia e história de malária, caracterizar a diferença de taxas de aprovação de dadores, entre a utilização de um teste imunológico e a triagem baseada em critérios clínicos, considerando o grupo estudado como dadores de sangue, caracterizar conhecimentos, atitudes e práticas sobre malária e sua prevenção. Participaram no estudo 312 indivíduos, 2/3 eram do género masculino, 3/4 tinham idade inferior a 50 anos, 2/3 tinham grau de licenciado ou superior, 3/4 era natural de Portugal. Metade fez apenas uma viagem/estadia em países endémicos de malária, apresentando um intervalo de tempo superior a três anos entre o regresso e o estudo. 20,1% dos que participaram no estudo tinham história de malária, mas apenas 9,4% apresentavam serologia positiva para anticorpos totais anti-Plasmodium. Este subgrupo foi testado por PCR para identificação de Plasmodium spp e Plasmodium falciparum obtendo-se resultados negativos. Desta forma, os indivíduos ainda apresentam anticorpos em circulação apesar de maioritariamente o regresso ter sido há mais de três anos; nenhum dos participantes com serologia positiva tem o parasita em circulação. Se os participantes no estudo forem considerados hipotéticos dadores de sangue verifica-se uma maior taxa de aprovação quando aplicado aos visitantes assintomáticos de zonas endémicas de malária apenas um teste serológico como consta na Norma de Serviço nº 1 de 15/04/2012, do IPST,IP. |
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