Publicação
Consumo de benzodiazepinas e fármacos análogos: um problema de saúde pública em Portugal
| Resumo: | Portugal é dos países europeus que apresenta maiores níveis de consumo de benzodiazepinas e fármacos análogos. De acordo com o relatório do International Narcotics Control Board esta classe farmacológica é das mais prescritas e usadas no mundo. Estes fármacos são muito úteis em várias situações clínicas, com principal indicação para o tratamento da ansiedade e insónia patológicas a curto prazo. Existe evidência clara de que o uso crónico destes medicamentos gera outcomes negativos e indesejáveis como a tolerância, dependência, síndrome de abstinência, quedas, fraturas ósseas, amnésia e disfunção cognitiva. Os dados de monitorização de mercado do Infarmed e os dados estatísticos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico evidenciam uma tendência de prescrição e consumo excessivo de benzodiazepinas e fármacos análogos em Portugal. Demonstram também uma prevalência significativa do uso crónico e inapropriado na população idosa. Em suma, sustentam um quadro preocupante, expõem um grave problema de Saúde Pública em Portugal, que necessita de um plano de intervenção bem estruturado. Os farmacêuticos, especialmente os comunitários, enquanto profissionais de saúde e agentes de Saúde Pública têm uma posição privilegiada para poder desempenhar um papel ativo no sentido de contrariar o consumo excessivo e promover o uso seguro e racional destes medicamentos. Futuramente, deverá ser desenvolvida maior investigação, direcionada para uma compreensão mais profunda deste problema multifatorial, como também para estudar o impacto da intervenção farmacêutica neste contexto. |
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| Autores principais: | Kandjongo, Miguel Simplício |
| Assunto: | Benzodiazepinas Consumo Farmacêutico Saúde pública Dependência Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Portugal é dos países europeus que apresenta maiores níveis de consumo de benzodiazepinas e fármacos análogos. De acordo com o relatório do International Narcotics Control Board esta classe farmacológica é das mais prescritas e usadas no mundo. Estes fármacos são muito úteis em várias situações clínicas, com principal indicação para o tratamento da ansiedade e insónia patológicas a curto prazo. Existe evidência clara de que o uso crónico destes medicamentos gera outcomes negativos e indesejáveis como a tolerância, dependência, síndrome de abstinência, quedas, fraturas ósseas, amnésia e disfunção cognitiva. Os dados de monitorização de mercado do Infarmed e os dados estatísticos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico evidenciam uma tendência de prescrição e consumo excessivo de benzodiazepinas e fármacos análogos em Portugal. Demonstram também uma prevalência significativa do uso crónico e inapropriado na população idosa. Em suma, sustentam um quadro preocupante, expõem um grave problema de Saúde Pública em Portugal, que necessita de um plano de intervenção bem estruturado. Os farmacêuticos, especialmente os comunitários, enquanto profissionais de saúde e agentes de Saúde Pública têm uma posição privilegiada para poder desempenhar um papel ativo no sentido de contrariar o consumo excessivo e promover o uso seguro e racional destes medicamentos. Futuramente, deverá ser desenvolvida maior investigação, direcionada para uma compreensão mais profunda deste problema multifatorial, como também para estudar o impacto da intervenção farmacêutica neste contexto. |
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