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Impact of microbiome in cancer nano-immunotherapy

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Resumo:A microbiota humana (conjunto de microorganismos que vive no corpo humano) atrai muita atenção por parte dos investigadores devido ao seu impacto numa variedade de doenças, nomeadamente o cancro, uma das principais causas de mortalidade mundial. Nos últimos anos, vários estudos realçaram o duplo papel da microbiota intestinal na preservação da saúde. Certas bactérias têm a capacidade de ativar o sistema imunitário para combater o cancro, enquanto outras, por outro lado, medeiam uma imunossupressão, permitindo às células cancerígenas escaparem do sistema imunitário. As terapias convencionais no combate ao cancro incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. No entanto, limitações, tais como a falta de especificidade, citotoxicidade e multirresistência representam um desafio substancial para o tratamento do cancro. As abordagens tradicionais para a manipulação do microbioma, como antibióticos, dieta, prebióticos, probióticos e transplante de microbiota fecal – uma abordagem emergente -, demonstraram melhorar a eficácia das terapias tradicionais contra o cancro, como a quimioterapia e a imunoterapia. De forma a superar as limitações das terapias convencionais, uma melhor compreensão dos mecanismos relacionados com a progressão do cancro permitiu o desenvolvimento de sistemas de libertação de fármacos baseados em nanotecnologia que revolucionaram o tratamento do cancro. Destacam-se os avanços nestes sistemas que visam aumentar a eficiência da terapia através da modulação/manipulação da microbiota intestinal. Nesta dissertação, exploramos a importância da microbiota na tumorigénese e na terapia do cancro, a sua interação com o sistema imunitário e como estratégias direcionadas à microbiota podem melhorar a eficácia do tratamento do cancro, como estratégias tradicionais e sistemas de libertação de fármacos baseados em nanotecnologia.
Autores principais:Cordeiro, Jéssica Sofia da Silva
Assunto:Cancer Microbiota Immunotherapy Nanotechnology Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A microbiota humana (conjunto de microorganismos que vive no corpo humano) atrai muita atenção por parte dos investigadores devido ao seu impacto numa variedade de doenças, nomeadamente o cancro, uma das principais causas de mortalidade mundial. Nos últimos anos, vários estudos realçaram o duplo papel da microbiota intestinal na preservação da saúde. Certas bactérias têm a capacidade de ativar o sistema imunitário para combater o cancro, enquanto outras, por outro lado, medeiam uma imunossupressão, permitindo às células cancerígenas escaparem do sistema imunitário. As terapias convencionais no combate ao cancro incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. No entanto, limitações, tais como a falta de especificidade, citotoxicidade e multirresistência representam um desafio substancial para o tratamento do cancro. As abordagens tradicionais para a manipulação do microbioma, como antibióticos, dieta, prebióticos, probióticos e transplante de microbiota fecal – uma abordagem emergente -, demonstraram melhorar a eficácia das terapias tradicionais contra o cancro, como a quimioterapia e a imunoterapia. De forma a superar as limitações das terapias convencionais, uma melhor compreensão dos mecanismos relacionados com a progressão do cancro permitiu o desenvolvimento de sistemas de libertação de fármacos baseados em nanotecnologia que revolucionaram o tratamento do cancro. Destacam-se os avanços nestes sistemas que visam aumentar a eficiência da terapia através da modulação/manipulação da microbiota intestinal. Nesta dissertação, exploramos a importância da microbiota na tumorigénese e na terapia do cancro, a sua interação com o sistema imunitário e como estratégias direcionadas à microbiota podem melhorar a eficácia do tratamento do cancro, como estratégias tradicionais e sistemas de libertação de fármacos baseados em nanotecnologia.