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Fetopatia e medicação na gravidez : a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A gestação é um período muito importante. Todas as ações da gestante vão influenciar o desenvolvimento embrionário e fetal que é particularmente vulnerável à ação de agentes extrínsecos. Nestes inclui-se a toma de fármacos, que é comum especialmente no primeiro trimestre, período em que ocorre a organogénese. A exposição pré-natal a determinados medicamentos pode ter efeitos nefastos como aborto, prematuridade, alterações do crescimento intrauterino, malformações e até distúrbios do comportamento e/ou da aprendizagem. Contudo, existem patologias que requerem um tratamento continuado, e nem sempre há dados suficientemente robustos para a decisão de manter ou suspender uma terapêutica em curso previamente à gravidez. A hipertensão arterial, uma condição frequente, está associada a complicações maternas e fetais major, se não tratada. Dentro dos fármacos usados existem vários com consequências negativas, ao induzirem fetopatia, como é o caso dos antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARA II). Pretende-se, com base num caso clínico de exposição in útero a ARA II com consequente insuficiência renal neonatal, fazer uma revisão da literatura sobre os efeitos teratogénicos da utilização de alguns fármacos durante a gravidez. Será dado maior enfoque à utilização de anti-hipertensores como ARA II e consequências do seu uso para o feto. Pretende-se ainda abordar a comunicação de más notícias e a adoção de medidas de cuidados paliativos na fase final de vida.
Autores principais:Correia, Carolina Horta Rodrigues da Silva
Assunto:Fetopatia Agentes teratogénicos Malformações congénitas Antagonistas dos receptores da angiotensina II Pediatria
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A gestação é um período muito importante. Todas as ações da gestante vão influenciar o desenvolvimento embrionário e fetal que é particularmente vulnerável à ação de agentes extrínsecos. Nestes inclui-se a toma de fármacos, que é comum especialmente no primeiro trimestre, período em que ocorre a organogénese. A exposição pré-natal a determinados medicamentos pode ter efeitos nefastos como aborto, prematuridade, alterações do crescimento intrauterino, malformações e até distúrbios do comportamento e/ou da aprendizagem. Contudo, existem patologias que requerem um tratamento continuado, e nem sempre há dados suficientemente robustos para a decisão de manter ou suspender uma terapêutica em curso previamente à gravidez. A hipertensão arterial, uma condição frequente, está associada a complicações maternas e fetais major, se não tratada. Dentro dos fármacos usados existem vários com consequências negativas, ao induzirem fetopatia, como é o caso dos antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARA II). Pretende-se, com base num caso clínico de exposição in útero a ARA II com consequente insuficiência renal neonatal, fazer uma revisão da literatura sobre os efeitos teratogénicos da utilização de alguns fármacos durante a gravidez. Será dado maior enfoque à utilização de anti-hipertensores como ARA II e consequências do seu uso para o feto. Pretende-se ainda abordar a comunicação de más notícias e a adoção de medidas de cuidados paliativos na fase final de vida.