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Leucemia linfoblástica aguda : uso de protocolos pediátricos em adolescentes e adultos jovens

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os adolescentes e adultos jovens com Leucemia Linfoblástica Aguda constituem uma faixa etária cujas melhorias nos outcomes clínicos não acompanharam as verificadas nas crianças e adultos mais velhos. Na tentativa de igualar os excelentes resultados verificados nas crianças mais novas, vários estudos têm-se focado na aplicação de protocolos pediátricos em adolescentes e adultos jovens. Na presente revisão da literatura, a consubstanciação de 28 estudos, comparativos e não-comparativos, permitiu concluir a superioridade da utilização de protocolos pediátricos nestes doentes. Os protocolos pediátricos são não só eficazes, como as toxicidades que deles advêm são toleráveis. O crescente reconhecimento das especificidades inerentes a este grupo de doentes tem vindo a decifrar alguns dos fundamentos dos resultados menos animadores, e estas razões são igualmente abordadas ao longo do presente trabalho, destacando-se um perfil citogenético de maior risco, fatores individuais e psicossociais particulares, bem como a superioridade do tratamento em centros pediátricos e a menor participação em ensaios clínicos. Como perspetivas para o futuro, destacam-se terapêuticas emergentes cada vez mais individualizadas para alvos moleculares específicos. Estes tratamentos surgem como um novo foco dos estudos mais recentes sobre a Leucemia Linfoblástica Aguda, com o objetivo de melhorar os outcomes clínicos, com a erradicação de doença residual mínima, e com uma redução concomitante das toxicidades das terapêuticas.
Autores principais:Boavida, Helena Matilde Dias
Assunto:Leucemia linfoblástica aguda Adolescentes e adultos jovens Protocolos pediátricos Toxicidade relacionada com o tratamento Imunoterapia Hematologia
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os adolescentes e adultos jovens com Leucemia Linfoblástica Aguda constituem uma faixa etária cujas melhorias nos outcomes clínicos não acompanharam as verificadas nas crianças e adultos mais velhos. Na tentativa de igualar os excelentes resultados verificados nas crianças mais novas, vários estudos têm-se focado na aplicação de protocolos pediátricos em adolescentes e adultos jovens. Na presente revisão da literatura, a consubstanciação de 28 estudos, comparativos e não-comparativos, permitiu concluir a superioridade da utilização de protocolos pediátricos nestes doentes. Os protocolos pediátricos são não só eficazes, como as toxicidades que deles advêm são toleráveis. O crescente reconhecimento das especificidades inerentes a este grupo de doentes tem vindo a decifrar alguns dos fundamentos dos resultados menos animadores, e estas razões são igualmente abordadas ao longo do presente trabalho, destacando-se um perfil citogenético de maior risco, fatores individuais e psicossociais particulares, bem como a superioridade do tratamento em centros pediátricos e a menor participação em ensaios clínicos. Como perspetivas para o futuro, destacam-se terapêuticas emergentes cada vez mais individualizadas para alvos moleculares específicos. Estes tratamentos surgem como um novo foco dos estudos mais recentes sobre a Leucemia Linfoblástica Aguda, com o objetivo de melhorar os outcomes clínicos, com a erradicação de doença residual mínima, e com uma redução concomitante das toxicidades das terapêuticas.