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Variação e correlação entre os ângulos do casco e da terceira falange após recorte funcional

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Resumo:O casco equino tem uma conformação própria, que possibilita uma eficiência biomecânica máxima, a qual lhe permite suportar, absorver e dissipar as forças dos impactos a que está sujeito durante o movimento. Para que isto ocorra, é necessário que exista uma combinação ideal de tamanho, forma, comprimento e ângulos. A combinação adequada destas características constitui um casco equilibrado, no entanto, não existe consenso quanto ao protocolo de recorte e ferração ideal para o atingir. É de conhecimento geral que os protocolos de recorte e ferração influenciam o alinhamento ósseo dentro do casco e que uma má conformação e desequilíbrio do casco se encontram associados a um maior risco de claudicação. Este é um dos problemas com maior prevalência na medicina veterinária equina, podendo ter diferentes causas, como Ângulo Palmar Negativo, o qual é fortemente influenciado pelo recorte. O recorte de casco é uma necessidade constante na vida de qualquer cavalo em trabalho e, por norma, os seus resultados são avaliados por observação, naturalmente sujeita a erro humano. Isto explica a importância de um método de confirmação por meios precisos, como a avaliação radiográfica. Neste estudo, um conjunto de 26 cascos, sem patologia conhecida, pertencentes a cavalos de diferentes raças, selecionados aleatoriamente, foram sujeitos a um mesmo protocolo de recorte e ferração ao longo de 12 meses, posteriormente aos quais foram recolhidas imagens radiográficas, antes e depois do recorte, em projeção latero-medial, para obtenção do ângulo da terceira falange e do ângulo externo do casco, com o objetivo de verificar a existência de correlação entre ambos. Os procedimentos foram realizados num único momento, não tendo sido sujeitos a reavaliações subsequentes. As medidas externas e imagens radiográficas foram recolhidas dos cascos de 7 cavalos diferentes. Foram efetuadas medições em 14 cascos de membros anteriores e 10 cascos de membros posteriores. O protocolo baseia-se no conhecimento de que o equilíbrio de casco ideal é obtido pela tentativa de alinhamento, durante o recorte, de pontos de referência externos com as estruturas internas que lhes correspondem. Assim, pretendeu-se avaliar a influência do recorte neste equilíbrio, pela tentativa de estabelecimento de uma correlação entre o ângulo externo do casco e o ângulo da terceira falange. Apesar de este estudo apresentar algumas limitações, relacionadas com o número de dados recolhidos, verificou-se que existiu elevada correlação entre os dados recolhidos antes e depois do recorte funcional dos cascos dos cavalos analisados
Autores principais:Duarte, Carolina Santos
Assunto:Cavalos Casco equino Podologia equina Terceira falange equina Ângulo palmar/plantar Horses Equine hoof Equine podology Equine third phalanx Palmar/plantar angle
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O casco equino tem uma conformação própria, que possibilita uma eficiência biomecânica máxima, a qual lhe permite suportar, absorver e dissipar as forças dos impactos a que está sujeito durante o movimento. Para que isto ocorra, é necessário que exista uma combinação ideal de tamanho, forma, comprimento e ângulos. A combinação adequada destas características constitui um casco equilibrado, no entanto, não existe consenso quanto ao protocolo de recorte e ferração ideal para o atingir. É de conhecimento geral que os protocolos de recorte e ferração influenciam o alinhamento ósseo dentro do casco e que uma má conformação e desequilíbrio do casco se encontram associados a um maior risco de claudicação. Este é um dos problemas com maior prevalência na medicina veterinária equina, podendo ter diferentes causas, como Ângulo Palmar Negativo, o qual é fortemente influenciado pelo recorte. O recorte de casco é uma necessidade constante na vida de qualquer cavalo em trabalho e, por norma, os seus resultados são avaliados por observação, naturalmente sujeita a erro humano. Isto explica a importância de um método de confirmação por meios precisos, como a avaliação radiográfica. Neste estudo, um conjunto de 26 cascos, sem patologia conhecida, pertencentes a cavalos de diferentes raças, selecionados aleatoriamente, foram sujeitos a um mesmo protocolo de recorte e ferração ao longo de 12 meses, posteriormente aos quais foram recolhidas imagens radiográficas, antes e depois do recorte, em projeção latero-medial, para obtenção do ângulo da terceira falange e do ângulo externo do casco, com o objetivo de verificar a existência de correlação entre ambos. Os procedimentos foram realizados num único momento, não tendo sido sujeitos a reavaliações subsequentes. As medidas externas e imagens radiográficas foram recolhidas dos cascos de 7 cavalos diferentes. Foram efetuadas medições em 14 cascos de membros anteriores e 10 cascos de membros posteriores. O protocolo baseia-se no conhecimento de que o equilíbrio de casco ideal é obtido pela tentativa de alinhamento, durante o recorte, de pontos de referência externos com as estruturas internas que lhes correspondem. Assim, pretendeu-se avaliar a influência do recorte neste equilíbrio, pela tentativa de estabelecimento de uma correlação entre o ângulo externo do casco e o ângulo da terceira falange. Apesar de este estudo apresentar algumas limitações, relacionadas com o número de dados recolhidos, verificou-se que existiu elevada correlação entre os dados recolhidos antes e depois do recorte funcional dos cascos dos cavalos analisados