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Perfil hematológico da grávida e do recém-nascido : abordagens terapêuticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:análise dos parâmetros hematológicos é essencial para auxiliar no diagnóstico e na monitorização de diversas patologias, uma vez que durante a vida adulta os valores de referência devem, idealmente, manter-se estáveis. Quer na grávida, quer no recém-nascido, existem alterações significativas nos parâmetros hematológicos, algumas das quais consideradas fisiológicas e outras patológicas. Na gravidez, um aumento do número de glóbulos vermelhos, expansão do volume plasmático e alterações na coagulação são considerados essenciais para garantir o correto desenvolvimento do feto, bem como para proteger a grávida de complicações no momento do parto. No recém-nascido parâmetros, como os níveis de hemoglobina e de ferro, sofrem mudanças ao longo das primeiras horas e meses de vida devido à adaptação à vida extrauterina. Estas alterações podem levar ao desenvolvimento de patologias, que podem ser de carácter imune (como a púrpura trombocitopénica idiopática durante a gravidez que pode provocar trombocitopenia autoimune no recém-nascido), por deficiência em determinados nutrientes (anemia por deficiência de ferro) e também por incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto (como é o caso da doença hemolítica do feto e do recém-nascido). Algumas destas alterações são difíceis de identificar devido às diferentes etiologias, à ausência de qualquer sintoma ou ao facto de alguns sintomas serem pouco específicos, fazendo com que possam ser confundidas com a própria situação fisiológica. Todos estes fatores tornam difícil o estabelecimento de valores de referência na grávida e no recém-nascido. Assim, torna-se essencial uma interpretação cuidadosa dos diferentes parâmetros hematológicos, com o objetivo de compreender quais destas alterações não representam perigo para a grávida ou para o recém-nascido e quais as que necessitam de monitorização e tratamento adequado. Para selecionar a abordagem terapêutica mais correta deve ser avaliada a necessidade de instituição terapêutica, bem como as diferentes abordagens e diferentes vias de administração existentes, devendo-se ter em conta as alterações fisiológicas e hematológicas que ocorrem quer com o avançar da gravidez, quer com o desenvolvimento do recém-nascido, de forma a garantir que é selecionada a abordagem mais eficaz e com menos riscos e complicações.
Autores principais:Silva, Eva Henriques da
Assunto:Gravidez Recém-nascido Parâmetros hematológicos Alterações fisiológicas Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:análise dos parâmetros hematológicos é essencial para auxiliar no diagnóstico e na monitorização de diversas patologias, uma vez que durante a vida adulta os valores de referência devem, idealmente, manter-se estáveis. Quer na grávida, quer no recém-nascido, existem alterações significativas nos parâmetros hematológicos, algumas das quais consideradas fisiológicas e outras patológicas. Na gravidez, um aumento do número de glóbulos vermelhos, expansão do volume plasmático e alterações na coagulação são considerados essenciais para garantir o correto desenvolvimento do feto, bem como para proteger a grávida de complicações no momento do parto. No recém-nascido parâmetros, como os níveis de hemoglobina e de ferro, sofrem mudanças ao longo das primeiras horas e meses de vida devido à adaptação à vida extrauterina. Estas alterações podem levar ao desenvolvimento de patologias, que podem ser de carácter imune (como a púrpura trombocitopénica idiopática durante a gravidez que pode provocar trombocitopenia autoimune no recém-nascido), por deficiência em determinados nutrientes (anemia por deficiência de ferro) e também por incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto (como é o caso da doença hemolítica do feto e do recém-nascido). Algumas destas alterações são difíceis de identificar devido às diferentes etiologias, à ausência de qualquer sintoma ou ao facto de alguns sintomas serem pouco específicos, fazendo com que possam ser confundidas com a própria situação fisiológica. Todos estes fatores tornam difícil o estabelecimento de valores de referência na grávida e no recém-nascido. Assim, torna-se essencial uma interpretação cuidadosa dos diferentes parâmetros hematológicos, com o objetivo de compreender quais destas alterações não representam perigo para a grávida ou para o recém-nascido e quais as que necessitam de monitorização e tratamento adequado. Para selecionar a abordagem terapêutica mais correta deve ser avaliada a necessidade de instituição terapêutica, bem como as diferentes abordagens e diferentes vias de administração existentes, devendo-se ter em conta as alterações fisiológicas e hematológicas que ocorrem quer com o avançar da gravidez, quer com o desenvolvimento do recém-nascido, de forma a garantir que é selecionada a abordagem mais eficaz e com menos riscos e complicações.