Publicação
Evidências dos primeiros contactos com o mundo romano em Monte Molião (Lagos, Portugal)
| Resumo: | Escavações realizadas em 2016 no sítio de Monte Molião, no Sudoeste do Algarve, permitiram identificar um nível arqueológico, localizado numa área de arruamento, que proporcionou um conjunto significativo de materiais. A grande maioria integra-se, sem grande dificuldade, nos horizontes artefactuais característicos da Idade do Ferro, destacando-se a presença de ânforas oleícolas produzidas na Campiña Gaditana, outras que envasaram preparados piscícolas da baía gaditana, e outras ainda produzidas no Baixo Guadalquivir. Esta predominância de materiais típicos das últimas fases da Idade do Ferro reflecte-se também nas categorias do serviço de mesa (constituído maioritariamente por produções de tipo Kuass) e de cerâmica dita comum, sendo esta importada sobretudo da área da Baía de Cádis e do Baixo Guadalquivir, somando-se ainda um kalathos, proveniente do Noroeste do território peninsular. No entanto, neste mesmo contexto recuperou-se um pequeno conjunto de importações itálicas, dentro do qual se destaca a presença de duas ânforas greco-itálicas e um prato de verniz negro da forma Lamboglia 23 de produção napolitana, permitindo este último estabelecer uma cronologia que não deverá estender-se muito para além do final do primeiro quartel do séc. II a.n.e. Trata-se, até ao momento, do mais antigo contexto arqueológico conservado identificado em todo o território português onde se documentou a presença de materiais de importação itálica, singularidade que justificou um estudo mais pormenorizado do conjunto. |
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| Autores principais: | Sousa, Elisa de |
| Outros Autores: | Silva, Inês; Pereira, Carlos; Arruda, Ana Margarida |
| Assunto: | Algarve Idade do Ferro Romano Análise contextual Cultura material Iron Age Roman Contextual analysis Material culture |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Escavações realizadas em 2016 no sítio de Monte Molião, no Sudoeste do Algarve, permitiram identificar um nível arqueológico, localizado numa área de arruamento, que proporcionou um conjunto significativo de materiais. A grande maioria integra-se, sem grande dificuldade, nos horizontes artefactuais característicos da Idade do Ferro, destacando-se a presença de ânforas oleícolas produzidas na Campiña Gaditana, outras que envasaram preparados piscícolas da baía gaditana, e outras ainda produzidas no Baixo Guadalquivir. Esta predominância de materiais típicos das últimas fases da Idade do Ferro reflecte-se também nas categorias do serviço de mesa (constituído maioritariamente por produções de tipo Kuass) e de cerâmica dita comum, sendo esta importada sobretudo da área da Baía de Cádis e do Baixo Guadalquivir, somando-se ainda um kalathos, proveniente do Noroeste do território peninsular. No entanto, neste mesmo contexto recuperou-se um pequeno conjunto de importações itálicas, dentro do qual se destaca a presença de duas ânforas greco-itálicas e um prato de verniz negro da forma Lamboglia 23 de produção napolitana, permitindo este último estabelecer uma cronologia que não deverá estender-se muito para além do final do primeiro quartel do séc. II a.n.e. Trata-se, até ao momento, do mais antigo contexto arqueológico conservado identificado em todo o território português onde se documentou a presença de materiais de importação itálica, singularidade que justificou um estudo mais pormenorizado do conjunto. |
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