Publicação
A solidão existencial do doente com necessidades paliativas : tradução e validação para português da escala EDSOL Versão 2
| Resumo: | Introdução: O envelhecimento da população é uma realidade cada vez mais evidente na sociedade portuguesa. O processo de envelhecimento está associado a várias perdas, nomeadamente a perda de papéis sociais, a perda de familiares e amigos, a perda de hábitos, a perda do lar e a perda de contextos de socialização, aumentando, assim, a probabilidade de isolamento e sentimento de solidão. Os instrumentos de avaliação da solidão são escassos, existindo apenas UCLA validada para a população portuguesa. Contudo, a UCLA avalia a solidão no geral, não existindo nenhum instrumento validado para avaliar a solidão existencial. Objetivos: Traduzir e validar a escala EDSOL V2 para a população portuguesa e avaliar se existem diferenças na solidão existencial em função do género, da idade, do diagnóstico e se possui o estatuto de adulto acompanhado. Método: Participaram 40 utentes de uma estrutura residencial para idosos, com doença avançada, progressiva e crónica, com necessidades paliativas. Para determinar a validade convergente e a confiabilidade da escala da deteção da solidão existencial (EDSOL V2), foi calculada a consistencia interna e a análise factorial exploratória. Para a recolha de dados, utilizou-se as seguintes escalas: a Supportive and palliative care indicators toll (SPICT™), a escala de ansiedade e depressão hospitalar (HADS), e a escala de avaliação de mal-estar emocional (AME). Resultados: A escala EDSOL V2 apresenta uma excelente fiabilidade e validade que foi medida através do alfa Cronbach (0.87) e uma variância explicada de 88.54%. O teste Keiser-Meyer-Olkin foi de 0.50 e a sua saturação do item no fator foi de 0.94. A solidão existencial apresentou correlações positivas e significativas com a ansiedade (r = .51; p = .001) e com o mal-estar emocional (r = .46; p = .003). A depressão correlacionou-se significativamente com o mal-estar emocional (r = .56; p < .001). Os participantes do género masculino apresentam níveis mais baixos de solidão existencial comparativamente as mulheres. Conclusão: A escala EDSOL V2 apresenta boas propriedades psicométricas, é fiável e válida para a avaliação da solidão existencial em doentes com doenças avançadas, progressivas e crónicas com necessidades paliativas. |
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| Autores principais: | Trindade, Ana Rute Fonseca da Costa Lima Amorim |
| Assunto: | Doenças avançada progressiva e crónica Solidão existencial Sofrimento existencial Necessidades paliativas Teses de mestrado - 2021 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O envelhecimento da população é uma realidade cada vez mais evidente na sociedade portuguesa. O processo de envelhecimento está associado a várias perdas, nomeadamente a perda de papéis sociais, a perda de familiares e amigos, a perda de hábitos, a perda do lar e a perda de contextos de socialização, aumentando, assim, a probabilidade de isolamento e sentimento de solidão. Os instrumentos de avaliação da solidão são escassos, existindo apenas UCLA validada para a população portuguesa. Contudo, a UCLA avalia a solidão no geral, não existindo nenhum instrumento validado para avaliar a solidão existencial. Objetivos: Traduzir e validar a escala EDSOL V2 para a população portuguesa e avaliar se existem diferenças na solidão existencial em função do género, da idade, do diagnóstico e se possui o estatuto de adulto acompanhado. Método: Participaram 40 utentes de uma estrutura residencial para idosos, com doença avançada, progressiva e crónica, com necessidades paliativas. Para determinar a validade convergente e a confiabilidade da escala da deteção da solidão existencial (EDSOL V2), foi calculada a consistencia interna e a análise factorial exploratória. Para a recolha de dados, utilizou-se as seguintes escalas: a Supportive and palliative care indicators toll (SPICT™), a escala de ansiedade e depressão hospitalar (HADS), e a escala de avaliação de mal-estar emocional (AME). Resultados: A escala EDSOL V2 apresenta uma excelente fiabilidade e validade que foi medida através do alfa Cronbach (0.87) e uma variância explicada de 88.54%. O teste Keiser-Meyer-Olkin foi de 0.50 e a sua saturação do item no fator foi de 0.94. A solidão existencial apresentou correlações positivas e significativas com a ansiedade (r = .51; p = .001) e com o mal-estar emocional (r = .46; p = .003). A depressão correlacionou-se significativamente com o mal-estar emocional (r = .56; p < .001). Os participantes do género masculino apresentam níveis mais baixos de solidão existencial comparativamente as mulheres. Conclusão: A escala EDSOL V2 apresenta boas propriedades psicométricas, é fiável e válida para a avaliação da solidão existencial em doentes com doenças avançadas, progressivas e crónicas com necessidades paliativas. |
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