Publicação
Risk stratification and prevention of ventricular arrhythmias in mitral valve prolapse
| Resumo: | O prolapso da válvula mitral (MVP) é uma doença valvular comum, com uma prevalência estimada entre 2 e 3% na população geral, que consiste num deslocamento ≥2 mm de um ou ambos os folhetos além do anel mitral em direcção à aurícula esquerda durante a sístole. Estudos recentes esclarecem a associação entre o MVP e o desenvolvimento de arritmias ventriculares (VA) e, consequentemente, morte súbita cardíaca (SCD). Vários marcadores de risco foram identificados, incluindo a gravidade da regurgitação mitral (MR), a presença de disjunção anular mitral (MAD), flail, redundância e/ou espessamento dos folhetos, prolapso de ambos os folhetos, anomalias electrocardiográficas (ondas T invertidas ou bifásicas, complexos ventriculares prematuros (PVCs) e intervalos QT prolongados) e a presença de fibrose em torno dos músculos papilares (PMs), anel mitral ou parede inferobasal do ventrículo esquerdo. O termo arrhythmic MVP refere-se a um conjunto específico de indivíduos com MVP com um risco aumentado de desenvolver arritmias e eventos cardíacos adversos. Este fenótipo é caracterizado pela presença de MVP, independentemente da existência de MR, por frequentes extrassístoles ventriculares, com origem próxima aos PMs ou à parede inferobasal do ventrículo esquerdo, ou por arritmias ventriculares complexas (VAs). Este trabalho realça a importância da variedade de recursos imagiológicos e descreve as vantagens dos mais recentes exames de diagnóstico e a forma como melhoraram o conhecimento sobre esta patologia. A utilização de electrocardiografia (ECG), Holter, ecocardiografia, ressonância magnética cardíaca (CMR), entre outros, desempenham um papel importante na gestão do MVP, através da avaliação da anatomia, quantificação da RM e fibrose miocárdica. A incorporação de algoritmos de estratificação de risco na prática clínica permite aos profissionais de saúde melhorar estratégias de gestão e ter uma base mais fundamentada para a decisão terapêutica: farmacológica, ablação por cateter (CA), cirurgia valvular ou implante de cardioversor desfibrilhador implantável (ICD) em doentes de alto risco. Realizar uma estratificação de risco é indispensável para melhorar os resultados dos doentes e ajudar a prevenir eventos adversos associados ao MVP. |
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| Autores principais: | Morais, José Pedro Sousa Gouveia Monteiro |
| Assunto: | Prolapso da válvula mitral Estratificação de risco Arritmia ventricular Morte súbita cardíaca Cardiologia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O prolapso da válvula mitral (MVP) é uma doença valvular comum, com uma prevalência estimada entre 2 e 3% na população geral, que consiste num deslocamento ≥2 mm de um ou ambos os folhetos além do anel mitral em direcção à aurícula esquerda durante a sístole. Estudos recentes esclarecem a associação entre o MVP e o desenvolvimento de arritmias ventriculares (VA) e, consequentemente, morte súbita cardíaca (SCD). Vários marcadores de risco foram identificados, incluindo a gravidade da regurgitação mitral (MR), a presença de disjunção anular mitral (MAD), flail, redundância e/ou espessamento dos folhetos, prolapso de ambos os folhetos, anomalias electrocardiográficas (ondas T invertidas ou bifásicas, complexos ventriculares prematuros (PVCs) e intervalos QT prolongados) e a presença de fibrose em torno dos músculos papilares (PMs), anel mitral ou parede inferobasal do ventrículo esquerdo. O termo arrhythmic MVP refere-se a um conjunto específico de indivíduos com MVP com um risco aumentado de desenvolver arritmias e eventos cardíacos adversos. Este fenótipo é caracterizado pela presença de MVP, independentemente da existência de MR, por frequentes extrassístoles ventriculares, com origem próxima aos PMs ou à parede inferobasal do ventrículo esquerdo, ou por arritmias ventriculares complexas (VAs). Este trabalho realça a importância da variedade de recursos imagiológicos e descreve as vantagens dos mais recentes exames de diagnóstico e a forma como melhoraram o conhecimento sobre esta patologia. A utilização de electrocardiografia (ECG), Holter, ecocardiografia, ressonância magnética cardíaca (CMR), entre outros, desempenham um papel importante na gestão do MVP, através da avaliação da anatomia, quantificação da RM e fibrose miocárdica. A incorporação de algoritmos de estratificação de risco na prática clínica permite aos profissionais de saúde melhorar estratégias de gestão e ter uma base mais fundamentada para a decisão terapêutica: farmacológica, ablação por cateter (CA), cirurgia valvular ou implante de cardioversor desfibrilhador implantável (ICD) em doentes de alto risco. Realizar uma estratificação de risco é indispensável para melhorar os resultados dos doentes e ajudar a prevenir eventos adversos associados ao MVP. |
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