Publicação
Modelos dualistas do julgamento em condições de incerteza : integração da mente reflexiva
| Resumo: | A racionalidade tem vindo a ser considerada por alguns autores como um conceito importante no porquê de alguns indivíduos conseguirem substituir a resposta heurística por uma solução analítica durante o processo de julgamento em condições de incerteza (e.g. Stanovich, Toplak & West, 2012). Assim, de acordo com esta conceptualização, uma explicação possível para esta questão parece ser a existência de diferenças individuais nas disposições epistémicas de pensamento e regulação (mente reflexiva) e, também, diferenças no nível relacionado com desigualdades na capacidade cognitiva (mente algorítmica; Stanovich, 2008). Com efeito, para conseguir estudar os factores que influenciam a resposta racional é necessário utilizar problemas que operacionalizem simultaneamente as operações da mente reflexiva e da mente algorítmica. O Cognitive Reflection Test (CRT, Frederick, 2005) parece ser um instrumento que possui estas características. Desta forma, o principal objectivo deste estudo é, através da utilização deste medida, investigar as propriedades e características da mente reflexiva. Mais especificamente, esperava-se que responder ao CRT primeiro de acordo com o que se considera ser o pensamento dos outros e depois segundo o raciocínio do próprio pudesse levar, devido a mecanismos de vigilância epistémica e bias blind spot, à activação de um pensamento mais crítico em relação aos possíveis enviesamentos de resposta e, consequentemente, melhorar o desempenho do próprio. Esta hipótese foi apenas parcialmente apoiada. Para além disso, esperava-se, também, que o desempenho no CRT pudesse predizer os resultados numa bateria de problemas inferenciais devido ao facto de este instrumento conseguir mensurar propriedades reflexivas e algorítmicas da inibição. Esta hipótese foi apoiada pelos dados. Para além disso, no estudo follow up é proposta uma metodologia que procura estudar os contributos da mente reflexiva de uma forma completamente independente da mente algorítmica. As principais implicações são discutidas ao longo do trabalho. |
|---|---|
| Autores principais: | Sequeira, Mariana |
| Assunto: | Cognitive Reflection Test Julgamento Racionalidade Incerteza Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A racionalidade tem vindo a ser considerada por alguns autores como um conceito importante no porquê de alguns indivíduos conseguirem substituir a resposta heurística por uma solução analítica durante o processo de julgamento em condições de incerteza (e.g. Stanovich, Toplak & West, 2012). Assim, de acordo com esta conceptualização, uma explicação possível para esta questão parece ser a existência de diferenças individuais nas disposições epistémicas de pensamento e regulação (mente reflexiva) e, também, diferenças no nível relacionado com desigualdades na capacidade cognitiva (mente algorítmica; Stanovich, 2008). Com efeito, para conseguir estudar os factores que influenciam a resposta racional é necessário utilizar problemas que operacionalizem simultaneamente as operações da mente reflexiva e da mente algorítmica. O Cognitive Reflection Test (CRT, Frederick, 2005) parece ser um instrumento que possui estas características. Desta forma, o principal objectivo deste estudo é, através da utilização deste medida, investigar as propriedades e características da mente reflexiva. Mais especificamente, esperava-se que responder ao CRT primeiro de acordo com o que se considera ser o pensamento dos outros e depois segundo o raciocínio do próprio pudesse levar, devido a mecanismos de vigilância epistémica e bias blind spot, à activação de um pensamento mais crítico em relação aos possíveis enviesamentos de resposta e, consequentemente, melhorar o desempenho do próprio. Esta hipótese foi apenas parcialmente apoiada. Para além disso, esperava-se, também, que o desempenho no CRT pudesse predizer os resultados numa bateria de problemas inferenciais devido ao facto de este instrumento conseguir mensurar propriedades reflexivas e algorítmicas da inibição. Esta hipótese foi apoiada pelos dados. Para além disso, no estudo follow up é proposta uma metodologia que procura estudar os contributos da mente reflexiva de uma forma completamente independente da mente algorítmica. As principais implicações são discutidas ao longo do trabalho. |
|---|