Publicação
Questões sociocientíficas controversas para a promoção do ativismo social em física e química : um estudo com alunos do 11º ano
| Resumo: | Com este trabalho, pretendeu-se investigar o problema da promoção do ativismo social de alunos de 11.º ano, partindo-se de tarefas de discussão de questões sociocientíficas controversas (QSC), relacionadas com o contexto curricular da disciplina de Física e Química A. Para estudar o problema, identificaram-se as potencialidades das tarefas de discussão de QSC para a promoção do ativismo, as iniciativas desenvolvidas pelos alunos para promover a ação e, por fim, analisou-se a avaliação que os alunos fazem das tarefas e da ação como contributo para a promoção do ativismo social. Para se atingir estas finalidades, utilizou-se uma metodologia que tem as suas raízes na investigação qualitativa com orientação interpretativa e adotou-se, como estratégia de investigação, um estudo sobre a própria prática. Participaram neste estudo cinquenta e oito alunos de duas turmas do 11.º ano de escolaridade pertencentes a uma escola da zona suburbana de Lisboa. Recorreu-se a observação naturalista, entrevista em grupo focado e documentos, como instrumentos de recolha de dados. Durante a análise dos dados, procedeu-se à sua codificação e categorização. Identificaram-se potencialidades da discussão das QSC no domínio das competências para a ação, nomeadamente conhecimento científico, argumentação e tomada de decisão, e também nas estratégias utilizadas pelos alunos nessa discussão, como a pesquisa, simulação, analogia, colaboração e antecipação de respostas/situações. As iniciativas de ativismo social promovidas pelos alunos (flyers, posts no Facebook, composição de música e letra e videoclip no Youtube, prova cega de águas, entre outros) desenvolveram-se no âmbito dos temas intensidade do som, radiação eletromagnética e telemóveis, armazenamento de produtos químicos em casa, libertação de gases tóxicos ou de efeito de estufa e, por fim, água engarrafada ou água da torneira. A avaliação que os alunos fizeram das tarefas e da ação foi positiva, e consideraram ser necessário que este tipo de trabalho se faça desde cedo nas escolas, para que aconteçam mudanças na sociedade que garantam maior justiça social e melhor ambiente. |
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| Autores principais: | Cruz, Maria Arlete da Costa Machado, 1961- |
| Assunto: | Literacia científica Activismo social Conhecimento científico Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com este trabalho, pretendeu-se investigar o problema da promoção do ativismo social de alunos de 11.º ano, partindo-se de tarefas de discussão de questões sociocientíficas controversas (QSC), relacionadas com o contexto curricular da disciplina de Física e Química A. Para estudar o problema, identificaram-se as potencialidades das tarefas de discussão de QSC para a promoção do ativismo, as iniciativas desenvolvidas pelos alunos para promover a ação e, por fim, analisou-se a avaliação que os alunos fazem das tarefas e da ação como contributo para a promoção do ativismo social. Para se atingir estas finalidades, utilizou-se uma metodologia que tem as suas raízes na investigação qualitativa com orientação interpretativa e adotou-se, como estratégia de investigação, um estudo sobre a própria prática. Participaram neste estudo cinquenta e oito alunos de duas turmas do 11.º ano de escolaridade pertencentes a uma escola da zona suburbana de Lisboa. Recorreu-se a observação naturalista, entrevista em grupo focado e documentos, como instrumentos de recolha de dados. Durante a análise dos dados, procedeu-se à sua codificação e categorização. Identificaram-se potencialidades da discussão das QSC no domínio das competências para a ação, nomeadamente conhecimento científico, argumentação e tomada de decisão, e também nas estratégias utilizadas pelos alunos nessa discussão, como a pesquisa, simulação, analogia, colaboração e antecipação de respostas/situações. As iniciativas de ativismo social promovidas pelos alunos (flyers, posts no Facebook, composição de música e letra e videoclip no Youtube, prova cega de águas, entre outros) desenvolveram-se no âmbito dos temas intensidade do som, radiação eletromagnética e telemóveis, armazenamento de produtos químicos em casa, libertação de gases tóxicos ou de efeito de estufa e, por fim, água engarrafada ou água da torneira. A avaliação que os alunos fizeram das tarefas e da ação foi positiva, e consideraram ser necessário que este tipo de trabalho se faça desde cedo nas escolas, para que aconteçam mudanças na sociedade que garantam maior justiça social e melhor ambiente. |
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