Publicação
A imagem da cidade e o seu espaço-representado no "videoclip" da década de oitenta
| Resumo: | A presente investigação analisará a cidade ocidental da década de oitenta do século XX, e o seu Espaço-Representado no videoclip do mesmo período. Pretende-se entender de que forma a cidade, através do videoclip, veicula e efectiva uma nova imagem de si, e qual o impacto deste dispositivo audiovisual na arquitectura e vice-versa. A pós-modernidade e o devir da cidade pós-industrial acompanham o aumento da diversidade social, de novos padrões de consumo, assentes na procura do “mais” e do “mais novo”. A Cidade aqui analisada será a cidade norte-americana, por ser ilustrada, especificamente, à luz do videoclip disseminado pela MTV, que surgiu na América no ano de 1981. Este foi o momento em que o videoclip se instituiu e se assumiu como um dispositivo que traz a si associada a submersão numa fórmula pop e capitalizável que inclui moda, marca, som, imagem, marketing, cinema e estilo de vida. A explosão dos mass-media e a proliferação da imagem e de um hedonismo característicos desta década, potenciaram uma nova forma de representação da cidade, na qual tanto a cidade como o videoclip se contaminaram reciprocamente, contaminações que aqui denominamos como interferências. Da mesma forma que a cidade se imiscuiu na visualidade do videoclip, efectivando e veiculando, a partir deste período, uma cidade punk, uma cidade queer, uma cidade pop, uma cidade rap ou hip-hop, por exemplo, também o videoclip terá interferido, a posteriori, na cidade. As consequências destas interferências na Cultura Arquitectónica Ocidental serão aqui abordadas, particularmente, no caso de Portugal, nas décadas seguintes à avalanche de visualidade-musical anglo-saxónica proporcionada pelo eclodir da MTV. A intenção será a de averiguar e entender as consequências destas contaminações, influências e interferências. De que forma a Cidade se emprestou ao videoclip, este a assimilou, a digeriu e a devolveu ao público? E, simultânea e posteriormente, de que forma o videoclip se emprestou à Cidade e à Arquitectura? Tendo em consideração as características específicas deste dispositivo, averiguar-se-ão quais as suas consequências na Cidade, na sua Imagem e no seu Espaço-Representado depois do seu contacto com o videoclip da década de oitenta. |
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| Autores principais: | Sol, Luísa Alexandra Pimenta Ferreira |
| Assunto: | Cidade Imagem Videoclip Pós modernismo Arquitetura City Image Music video Post modernism Architecture |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação analisará a cidade ocidental da década de oitenta do século XX, e o seu Espaço-Representado no videoclip do mesmo período. Pretende-se entender de que forma a cidade, através do videoclip, veicula e efectiva uma nova imagem de si, e qual o impacto deste dispositivo audiovisual na arquitectura e vice-versa. A pós-modernidade e o devir da cidade pós-industrial acompanham o aumento da diversidade social, de novos padrões de consumo, assentes na procura do “mais” e do “mais novo”. A Cidade aqui analisada será a cidade norte-americana, por ser ilustrada, especificamente, à luz do videoclip disseminado pela MTV, que surgiu na América no ano de 1981. Este foi o momento em que o videoclip se instituiu e se assumiu como um dispositivo que traz a si associada a submersão numa fórmula pop e capitalizável que inclui moda, marca, som, imagem, marketing, cinema e estilo de vida. A explosão dos mass-media e a proliferação da imagem e de um hedonismo característicos desta década, potenciaram uma nova forma de representação da cidade, na qual tanto a cidade como o videoclip se contaminaram reciprocamente, contaminações que aqui denominamos como interferências. Da mesma forma que a cidade se imiscuiu na visualidade do videoclip, efectivando e veiculando, a partir deste período, uma cidade punk, uma cidade queer, uma cidade pop, uma cidade rap ou hip-hop, por exemplo, também o videoclip terá interferido, a posteriori, na cidade. As consequências destas interferências na Cultura Arquitectónica Ocidental serão aqui abordadas, particularmente, no caso de Portugal, nas décadas seguintes à avalanche de visualidade-musical anglo-saxónica proporcionada pelo eclodir da MTV. A intenção será a de averiguar e entender as consequências destas contaminações, influências e interferências. De que forma a Cidade se emprestou ao videoclip, este a assimilou, a digeriu e a devolveu ao público? E, simultânea e posteriormente, de que forma o videoclip se emprestou à Cidade e à Arquitectura? Tendo em consideração as características específicas deste dispositivo, averiguar-se-ão quais as suas consequências na Cidade, na sua Imagem e no seu Espaço-Representado depois do seu contacto com o videoclip da década de oitenta. |
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