Publicação
Medo da recorrência de cancro e seu manejo : revisão sistemática de literatura
| Resumo: | Enquadramento: Os avanços científicos em termos de diagnóstico precoce e tratamento do cancro têm resultado em maiores taxas de sobrevivência e, consequentemente, num maior número de sobreviventes do cancro. Contudo, decorrente da doença e/ou do tratamento, alguns dos sobreviventes acabam por manifestar problemas emocionais e psicológicos, sendo um dos mais comuns o medo da recorrência do cancro (MRC). Objetivos: Pouco se sabe acerca dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do MRC e dos meios de intervenção necessários para o seu manejo, por isso, esta revisão sistemática pretende identificar quais os principais fatores preditivos do MRC e perceber quais as estratégias a abordar no seu tratamento, dando um ênfase especial aos sobreviventes do cancro da mama. Métodos: Pesquisa de artigos científicos relevantes em diversas bases de dados, como PUBMED e EMBASE. Foram incluídos 32 artigos a partir dos quais se fez uma síntese da informação e apreciação crítica. Resultados: De entre os artigos apresentados nesta revisão, o fator preditor mais consistente para um maior MRC foi a idade jovem. Relativamente aos fatores médicos, a maioria dos estudos evidencia que o MRC não varia com o tempo decorrido desde o diagnóstico da doença e é independente do estadio da doença aquando o diagnóstico. Fatores psicológicos estão fortemente associados com o MRC, sendo que sobreviventes com pensamentos otimistas e sem traços de ansiedade e depressivos são aqueles que manifestam menos preocupações com a recorrência do cancro. Conclusão: A falta de existência de uma medida universal para o MRC leva a que este seja de difícil identificação. Consequentemente, possíveis evidências encontradas relativamente aos seus determinantes é contraditória. Tal facto leva a que as estratégias de intervenção utilizadas pelos profissionais de saúde, bastante importantes nestes casos, sejam ainda escassas o que nos remete para a importância de futuramente se desenvolverem pesquisas científicas no âmbito do manejo do MRC. |
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| Autores principais: | Aparício, Joana Martins Epifânio Frazão |
| Assunto: | Cancro Manejo Medo de recorrência Relação médico-doente |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Enquadramento: Os avanços científicos em termos de diagnóstico precoce e tratamento do cancro têm resultado em maiores taxas de sobrevivência e, consequentemente, num maior número de sobreviventes do cancro. Contudo, decorrente da doença e/ou do tratamento, alguns dos sobreviventes acabam por manifestar problemas emocionais e psicológicos, sendo um dos mais comuns o medo da recorrência do cancro (MRC). Objetivos: Pouco se sabe acerca dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do MRC e dos meios de intervenção necessários para o seu manejo, por isso, esta revisão sistemática pretende identificar quais os principais fatores preditivos do MRC e perceber quais as estratégias a abordar no seu tratamento, dando um ênfase especial aos sobreviventes do cancro da mama. Métodos: Pesquisa de artigos científicos relevantes em diversas bases de dados, como PUBMED e EMBASE. Foram incluídos 32 artigos a partir dos quais se fez uma síntese da informação e apreciação crítica. Resultados: De entre os artigos apresentados nesta revisão, o fator preditor mais consistente para um maior MRC foi a idade jovem. Relativamente aos fatores médicos, a maioria dos estudos evidencia que o MRC não varia com o tempo decorrido desde o diagnóstico da doença e é independente do estadio da doença aquando o diagnóstico. Fatores psicológicos estão fortemente associados com o MRC, sendo que sobreviventes com pensamentos otimistas e sem traços de ansiedade e depressivos são aqueles que manifestam menos preocupações com a recorrência do cancro. Conclusão: A falta de existência de uma medida universal para o MRC leva a que este seja de difícil identificação. Consequentemente, possíveis evidências encontradas relativamente aos seus determinantes é contraditória. Tal facto leva a que as estratégias de intervenção utilizadas pelos profissionais de saúde, bastante importantes nestes casos, sejam ainda escassas o que nos remete para a importância de futuramente se desenvolverem pesquisas científicas no âmbito do manejo do MRC. |
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