| Resumo: | Asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas, que pode ser controlada com tratamento. É uma das doenças crónicas mais comuns, afetando cerca de 235 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Os principais agentes causadores das exacerbações asmáticas são os alergénios, poluentes, agentes irritantes, entre outros. Diante desta situação, o organismo contrai a musculatura à volta do brônquio, diminuindo a passagem de ar, causando sintomas como tosse, dispneia e aperto no peito. O tratamento pode consistir no uso de corticosteroides, β-agonistas de curta e longa duração ou então de fitoterápicos, sendo que as plantas medicinais desempenham um papel muito importante no controlo da doença, especialmente em países orientais e menos desenvolvidos. A medicina tradicional tem aqui um papel fundamental, sendo que a informação para além de ser passada de geração em geração é também retirada de livros que ajudaram a fundar a medicina tradicional e que a ajudaram a tornar-se no que é hoje em dia. Os países onde temos uma maior percentagem de uso desta medicina são a China, Japão e Coreia, sendo que estas últimas derivaram da medicina tradicional chinesa. Nesta tese realizou-se uma revisão da literatura da doença da asma, compreendendo o seu mecanismo, agentes causadores, tratamento e disposição geográfica, tendo ficado com uma clara ideia da situação atual da doença. De seguida procedeu-se a uma compilação da literatura existente da medicina tradicional e das plantas medicinais usadas na mesma, neste caso restringindo aos países da China, Japão e Coreia. Por último realizou-se uma breve comparação entre estas três medicinas e uma revisão de como proceder para descobrir um novo fármaco a partir de plantas medicinais. Em suma conclui-se que a medicina tradicional e as suas plantas medicinais têm um papel fundamental na sociedade, especialmente nos países aqui retratados, pois para além de conseguirem controlar a doença estas podem ser usadas como um complemento ao tratamento da mesma. E isto é bastante importante tanto para melhorar a qualidade de vida do doente como para o potencial que existe em conseguir desenvolver novos fármacos. |