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Contribuição para o estudo do linfoma gastrointestinal em gatos : análise retrospetiva de 19 casos clínicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O linfoma é o tumor maligno mais comum em gatos, representando cerca de 90% dos tumores hematopoiéticos e aproximadamente 30% de todas as neoplasias nesta espécie animal. Esta doença tem vindo a aumentar a sua incidência nos gatos e envolve com maior frequência os linfonodos e o baço. Apesar de noutras formas de linfoma parecer haver uma associação com o vírus da leucemia felina, nesta forma concreta tal não parece acontecer. Desconhece-se a causa, mas sabe-se que está associada a uma predisposição genética, o que explica ofacto de ser mais comum em algumas raças como os siameses. Pressupõe-se ainda que a doença intestinal inflamatória crónica possa progredir, em alguns casos, para linfoma. O presente estudo retrospetivo tem como objetivos a caracterização de uma amostra de 19 felinos com linfoma gastrointestinal em relação à raça, género, idade, idadeao diagnóstico, estado em relação ao FIV e ao FeLV; sinais clínicos, imagem ecográfica, método laboratorial de diagnóstico definitivo, resultados da imunohistoquímica, resultados do PARR; tratamento e resposta ao mesmo e sobrevivência; e a análise comparativa dos dados obtidos com a informação que é possível obter na literatura existente. Os resultados obtidos estão de acordo com a literatura, permitindo afirmar que o linfoma gastrointestinal afeta, na maioria, gatos domésticos de pelo curto (73,68%), machos (63,16%) e geriátricos (n=12 anos - 21,05%; n=10 anos - 15,79%; n=7 anos - 10,53%). Ao contrário do esperado, nesta amostra, os animais jovens com 4 anos de idade diagnosticados com linfoma gastrointestinal apresentam uma prevalência significativa de 15,79%. Confirma-se a não relação entre a presença de infeções retrovirais (FIV e FeLV) e o desenvolvimento da neoplasia, uma vez que neste estudo apenas 1 felídeo testou positivo a FIV.
Autores principais:Duro, Inês Gonçalves
Assunto:Linfoma gastrointestinal Métodos de diagnóstico Quimioterapia Oncologia Gastrointestinal Lymphoma Diagnostic methods Chemotherapy Oncology
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O linfoma é o tumor maligno mais comum em gatos, representando cerca de 90% dos tumores hematopoiéticos e aproximadamente 30% de todas as neoplasias nesta espécie animal. Esta doença tem vindo a aumentar a sua incidência nos gatos e envolve com maior frequência os linfonodos e o baço. Apesar de noutras formas de linfoma parecer haver uma associação com o vírus da leucemia felina, nesta forma concreta tal não parece acontecer. Desconhece-se a causa, mas sabe-se que está associada a uma predisposição genética, o que explica ofacto de ser mais comum em algumas raças como os siameses. Pressupõe-se ainda que a doença intestinal inflamatória crónica possa progredir, em alguns casos, para linfoma. O presente estudo retrospetivo tem como objetivos a caracterização de uma amostra de 19 felinos com linfoma gastrointestinal em relação à raça, género, idade, idadeao diagnóstico, estado em relação ao FIV e ao FeLV; sinais clínicos, imagem ecográfica, método laboratorial de diagnóstico definitivo, resultados da imunohistoquímica, resultados do PARR; tratamento e resposta ao mesmo e sobrevivência; e a análise comparativa dos dados obtidos com a informação que é possível obter na literatura existente. Os resultados obtidos estão de acordo com a literatura, permitindo afirmar que o linfoma gastrointestinal afeta, na maioria, gatos domésticos de pelo curto (73,68%), machos (63,16%) e geriátricos (n=12 anos - 21,05%; n=10 anos - 15,79%; n=7 anos - 10,53%). Ao contrário do esperado, nesta amostra, os animais jovens com 4 anos de idade diagnosticados com linfoma gastrointestinal apresentam uma prevalência significativa de 15,79%. Confirma-se a não relação entre a presença de infeções retrovirais (FIV e FeLV) e o desenvolvimento da neoplasia, uma vez que neste estudo apenas 1 felídeo testou positivo a FIV.