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Cuidados familiares informais a adultos com traumatismo crânio-encefálico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Cuidar é um ato inerente ao ser humano, sendo este efetuado, na sua maioria, por familiares, sobretudo do sexo feminino. Assumir a prestação de cuidados de uma pessoa dependente tem implicações na vida pessoal, familiar, social, laboral, entre outros, do familiar, que se torna cuidador informal, denominado, nesta dissertação, como familiar cuidador informal. Nos últimos anos, estes cuidados foram assumidos como direitos, tendo sido integrados no sistema de bem-estar social. Contudo, este sistema nem sempre responde aos inputs, isto é, às necessidades e problemas que estes cuidadores enfrentam. Esta situação é complexa em todas as áreas dos cuidados, especialmente no que diz respeito às pessoas que sofrem de traumatismo crânio-encefálico. Esta lesão é considerada um problema de saúde pública por, mundialmente, se constituir como uma das principais causas de morte e incapacidade (cognitiva, física, emocional e comportamental) a longo prazo. No sentido de aferir as dificuldades, alterações e estratégias na adaptação dos familiares cuidadores informais ao papel de cuidador informal e entender como as respostas sociais existentes em Portugal respondem a esta realidade, desenvolveu-se um estudo qualitativo a familiares cuidadores informais de pessoas com traumatismo crânio-encefálico. Foram realizadas 10 entrevistas a estes familiares que fazem parte de uma associação que defende os interesses e apoia estas famílias e pessoas com TCE. Os resultados demonstram que os familiares cuidadores informais enfrentam várias dificuldades decorrentes da prestação de cuidados, conjugadas com a falta de adequação das respostas sociais existentes em Portugal para as pessoas com TCE e a falta de proteção social para os familiares cuidadores informais.
Autores principais:Gonçalves, Joana Pereira
Assunto:Prestação de cuidados; Familiares cuidadores informais; Traumatismo crânio-encefálico; Política Social
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Cuidar é um ato inerente ao ser humano, sendo este efetuado, na sua maioria, por familiares, sobretudo do sexo feminino. Assumir a prestação de cuidados de uma pessoa dependente tem implicações na vida pessoal, familiar, social, laboral, entre outros, do familiar, que se torna cuidador informal, denominado, nesta dissertação, como familiar cuidador informal. Nos últimos anos, estes cuidados foram assumidos como direitos, tendo sido integrados no sistema de bem-estar social. Contudo, este sistema nem sempre responde aos inputs, isto é, às necessidades e problemas que estes cuidadores enfrentam. Esta situação é complexa em todas as áreas dos cuidados, especialmente no que diz respeito às pessoas que sofrem de traumatismo crânio-encefálico. Esta lesão é considerada um problema de saúde pública por, mundialmente, se constituir como uma das principais causas de morte e incapacidade (cognitiva, física, emocional e comportamental) a longo prazo. No sentido de aferir as dificuldades, alterações e estratégias na adaptação dos familiares cuidadores informais ao papel de cuidador informal e entender como as respostas sociais existentes em Portugal respondem a esta realidade, desenvolveu-se um estudo qualitativo a familiares cuidadores informais de pessoas com traumatismo crânio-encefálico. Foram realizadas 10 entrevistas a estes familiares que fazem parte de uma associação que defende os interesses e apoia estas famílias e pessoas com TCE. Os resultados demonstram que os familiares cuidadores informais enfrentam várias dificuldades decorrentes da prestação de cuidados, conjugadas com a falta de adequação das respostas sociais existentes em Portugal para as pessoas com TCE e a falta de proteção social para os familiares cuidadores informais.