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O legado dos projectos TIC no 1.º ciclo : estudos de caso
| Summary: | Entre o aparecimento do projecto Minerva que introduziu pela primeira vez as TIC nas escolas do primeiro ciclo e a actualidade decorreram pouco mais de duas décadas. Mas o tamanho das transformações tecnológicas e a forma como se inserem no quotidiano escolar são bem maiores: a noção de que o tempo não é absoluto mas sim relativo e, portanto, dependente da velocidade do observador. À forma como as TIC teimam em ocupar muitas das rotinas escolares junta-se agora a forma como são percepcionadas, traduzidas no discurso legislativo e educativo: da preocupação em “integrar” as TIC no currículo passou-se à noção de que é necessário “incorporá-las”. Protagonizando uma nova era, o computador aumentou e potenciou os canais através dos quais os indivíduos (neste caso, alunos e professores) recebem a sua imagem da realidade, transformando o modo como nos comportamos e pensamos - a nossa “memória social”. No caso do estudo que apresentamos escolhemos duas escolas que haviam participado em dois dos projectos iniciais de promoção das TIC junto de escolas do primeiro ciclo. Observando a prática de dois professores, em contexto de sala de aula, procurámos indícios do que porventura tivesse perdurado dessas boas práticas. Passado pouco mais de uma década, verificámos que muito pouco restara dessa participação. Porém, serão de relevar as memórias dos professores envolvidos bem como a atitude de abertura para o uso das TIC em meio escolar. Esta constatação remete-nos para a sustentabilidade deste tipo de projectos e para a necessidade de amplificar o impacto de resultados positivos porventura obtidos. Permite-nos ainda concluir que neste tipo de projectos os resultados serão tanto mais positivos quanto maior for a capacidade de os replicar no tempo, e isto depende das pessoas: do modo como integram a informação e a processam e da capacidade de lhe encontrar sentido. Uma nova cultura requer novas estratégias educacionais mas, acima de tudo, investimento nas pessoas, conferindo-lhes o empowerment que, sendo o processo pelo qual se atribui influência ou poder acrescido às pessoas, se traduz no seu envolvimento nas decisões, concedendo-lhes autonomia. |
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| Main Authors: | Gonçalves, Ana Isabel Faustino, 1957- |
| Subject: | Novas tecnologias da informação e da comunicação Ensino básico (1º ciclo) Tecnologias educativas Teses de mestrado - 2012 |
| Year: | 2012 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Entre o aparecimento do projecto Minerva que introduziu pela primeira vez as TIC nas escolas do primeiro ciclo e a actualidade decorreram pouco mais de duas décadas. Mas o tamanho das transformações tecnológicas e a forma como se inserem no quotidiano escolar são bem maiores: a noção de que o tempo não é absoluto mas sim relativo e, portanto, dependente da velocidade do observador. À forma como as TIC teimam em ocupar muitas das rotinas escolares junta-se agora a forma como são percepcionadas, traduzidas no discurso legislativo e educativo: da preocupação em “integrar” as TIC no currículo passou-se à noção de que é necessário “incorporá-las”. Protagonizando uma nova era, o computador aumentou e potenciou os canais através dos quais os indivíduos (neste caso, alunos e professores) recebem a sua imagem da realidade, transformando o modo como nos comportamos e pensamos - a nossa “memória social”. No caso do estudo que apresentamos escolhemos duas escolas que haviam participado em dois dos projectos iniciais de promoção das TIC junto de escolas do primeiro ciclo. Observando a prática de dois professores, em contexto de sala de aula, procurámos indícios do que porventura tivesse perdurado dessas boas práticas. Passado pouco mais de uma década, verificámos que muito pouco restara dessa participação. Porém, serão de relevar as memórias dos professores envolvidos bem como a atitude de abertura para o uso das TIC em meio escolar. Esta constatação remete-nos para a sustentabilidade deste tipo de projectos e para a necessidade de amplificar o impacto de resultados positivos porventura obtidos. Permite-nos ainda concluir que neste tipo de projectos os resultados serão tanto mais positivos quanto maior for a capacidade de os replicar no tempo, e isto depende das pessoas: do modo como integram a informação e a processam e da capacidade de lhe encontrar sentido. Uma nova cultura requer novas estratégias educacionais mas, acima de tudo, investimento nas pessoas, conferindo-lhes o empowerment que, sendo o processo pelo qual se atribui influência ou poder acrescido às pessoas, se traduz no seu envolvimento nas decisões, concedendo-lhes autonomia. |
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