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Estudo da aplicação das normas contabilísticas de 'justo valor' ('fair value') nas empresas integradas no Portuguese Stock Index-20 (PSI-20)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação tem como intuito estudar a aplicação de um critério de valorimetria contabilística, o “justo valor”, que a partir de 2005 passou a ser disponibilizado às empresas portuguesas cotadas em bolsa de valores. Em concreto, foi acompanhada a aplicação deste método num grupo de grande representatividade no tecido empresarial português, nomeadamente as empresas que fizeram parte do PSI-20, a partir de 2005. O período de estudo situa-se entre o ano de 2005 e o ano de 2012. O modelo contabilístico do “justo valor” é referenciado pelos seus defensores como uma metodologia contemporânea que representa o valor real dos ativos. Os defensores do método do “justo valor” argumentam que o método contabilístico do custo histórico tem uma mera posição estática, principalmente, na valorização dos instrumentos financeiros. Porém, os mais céticos olham para o “justo valor” como um critério, complexo e de difícil aplicação prática, que torna a decisão dos investidores mais difícil e insegura, pela ausência de informação útil, liberta para os mercados em momentos desconhecidos. A premissa para este estudo reside em tentar observar e mensurar, através das Demonstrações Financeiras Consolidadas, o impacto que este critério tem tido nos resultados das empresas e consequentemente nas receitas do Estado. O estudo visa, ainda, compreender as interações dos agentes financeiros (Empresas e Estado) ao longo do período em análise [2005-2012] face a utilização desta metodologia. Os resultados do estudo parecem demonstrar que, se a medida do “justo valor” não fosse aplicada, diretamente em resultados, através de avaliações subsequentes, o Estado teria arrecadado receitas fiscais superiores. Em Portugal, as grandes empresas que mais recorrem à contabilidade pelo método contabilístico do “justo valor” são as empresas da área financeira e algumas antigas empresas públicas com fortes ligações a área financeira.
Autores principais:Barros, Jorge Leonardo Figueira
Assunto:justo valor valor real de mercado resultado económico resultado tributável fair value market value taxable results economic results
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A investigação tem como intuito estudar a aplicação de um critério de valorimetria contabilística, o “justo valor”, que a partir de 2005 passou a ser disponibilizado às empresas portuguesas cotadas em bolsa de valores. Em concreto, foi acompanhada a aplicação deste método num grupo de grande representatividade no tecido empresarial português, nomeadamente as empresas que fizeram parte do PSI-20, a partir de 2005. O período de estudo situa-se entre o ano de 2005 e o ano de 2012. O modelo contabilístico do “justo valor” é referenciado pelos seus defensores como uma metodologia contemporânea que representa o valor real dos ativos. Os defensores do método do “justo valor” argumentam que o método contabilístico do custo histórico tem uma mera posição estática, principalmente, na valorização dos instrumentos financeiros. Porém, os mais céticos olham para o “justo valor” como um critério, complexo e de difícil aplicação prática, que torna a decisão dos investidores mais difícil e insegura, pela ausência de informação útil, liberta para os mercados em momentos desconhecidos. A premissa para este estudo reside em tentar observar e mensurar, através das Demonstrações Financeiras Consolidadas, o impacto que este critério tem tido nos resultados das empresas e consequentemente nas receitas do Estado. O estudo visa, ainda, compreender as interações dos agentes financeiros (Empresas e Estado) ao longo do período em análise [2005-2012] face a utilização desta metodologia. Os resultados do estudo parecem demonstrar que, se a medida do “justo valor” não fosse aplicada, diretamente em resultados, através de avaliações subsequentes, o Estado teria arrecadado receitas fiscais superiores. Em Portugal, as grandes empresas que mais recorrem à contabilidade pelo método contabilístico do “justo valor” são as empresas da área financeira e algumas antigas empresas públicas com fortes ligações a área financeira.