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Alterações evolutivas durante a adaptação ao cativeiro:análise de características morfológicas, comportamentais e da história da vida

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Resumo:A dinâmica da adaptação ao cativeiro é um tema que tem gerado alguma controvérsia na área da Evolução Experimental. Nesta tese abordam-se diversos aspectos da dinâmica da adaptação ao laboratório, traçando trajectórias evolutivas para características da história da vida em populações de Drosophila subobscura. Os principais aspectos focados são 1) a importância de efeitos temporais e geográficos (diferentes anos e locais de fundação) na dinâmica evolutiva inicial na adaptação ao laboratório, 2) a comparação dessa dinâmica quando analisada quer pelo método da evolução em tempo real, quer quando inferida através do método comparativo, e 3) a existência de diferenças entre populações há mais e menos tempo em laboratório, em termos de fecundidade, resistência à inanição, comportamento e tamanho do corpo do adulto. Os resultados sugerem um padrão geral de adaptação nas populações fundadas até 2005, embora as respostas evolutivas de algumas características possam ser afectadas pelo ano e/ou local de fundação. Observou-se ainda uma falha na capacidade de previsão das dinâmicas evolutivas traçadas pelo método comparativo, quando introduzida a fundação CW. Os resultados da comparação da diferenciação de populações há mais e menos tempo em laboratório sugerem que, apesar de não haver diferenças no tamanho do adulto, fecundidade e resistência à inanição, existem diferenças no comportamento dos machos durante o acasalamento. No compto geral este trabalho mostra o papel preponderante da selecção natural durante a adaptação ao laboratório, apesar de existirem contingências, ilustradas na similaridade inesperada de populações recém-introduzidas e populações já estabilizadas no laboratório. Este problema apenas reforça o facto de ser necessário cuidado com as inferências a tirar a partir de estudos evolutivos, nomeadamente quando é utilizado o método comparativo, apelando a um estudo mais diversificado de características relacionadas com a fitness, de modo a obter uma caracterização mais fina e precisa das dinâmicas evolutivas subjacentes ao laboratório
Autores principais:Fragata, Inês Regina Lopes de Mendonça
Assunto:Evolução Adaptação Cativeiro Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dinâmica da adaptação ao cativeiro é um tema que tem gerado alguma controvérsia na área da Evolução Experimental. Nesta tese abordam-se diversos aspectos da dinâmica da adaptação ao laboratório, traçando trajectórias evolutivas para características da história da vida em populações de Drosophila subobscura. Os principais aspectos focados são 1) a importância de efeitos temporais e geográficos (diferentes anos e locais de fundação) na dinâmica evolutiva inicial na adaptação ao laboratório, 2) a comparação dessa dinâmica quando analisada quer pelo método da evolução em tempo real, quer quando inferida através do método comparativo, e 3) a existência de diferenças entre populações há mais e menos tempo em laboratório, em termos de fecundidade, resistência à inanição, comportamento e tamanho do corpo do adulto. Os resultados sugerem um padrão geral de adaptação nas populações fundadas até 2005, embora as respostas evolutivas de algumas características possam ser afectadas pelo ano e/ou local de fundação. Observou-se ainda uma falha na capacidade de previsão das dinâmicas evolutivas traçadas pelo método comparativo, quando introduzida a fundação CW. Os resultados da comparação da diferenciação de populações há mais e menos tempo em laboratório sugerem que, apesar de não haver diferenças no tamanho do adulto, fecundidade e resistência à inanição, existem diferenças no comportamento dos machos durante o acasalamento. No compto geral este trabalho mostra o papel preponderante da selecção natural durante a adaptação ao laboratório, apesar de existirem contingências, ilustradas na similaridade inesperada de populações recém-introduzidas e populações já estabilizadas no laboratório. Este problema apenas reforça o facto de ser necessário cuidado com as inferências a tirar a partir de estudos evolutivos, nomeadamente quando é utilizado o método comparativo, apelando a um estudo mais diversificado de características relacionadas com a fitness, de modo a obter uma caracterização mais fina e precisa das dinâmicas evolutivas subjacentes ao laboratório