| Resumo: | O encapsulamento do extrato natural em vesículas lipídicas pode manter a bioatividade dos compostos úteis, prevenindo a oxidação. Os etossomas são vesículas lipídicas macias e flexíveis constituídas por fosfolípidos, água, e etanol variando entre 20 e 40 % (v/v). O etanol estabiliza as vesículas lipídicas à medida que melhora a solubilização do extrato, aumentando a permeabilidade da pele e facilitando a permeação e deposição do extrato. Em comparação com os lipossomas convencionais, oferecem melhores características para a administração eficiente de cosméticos. O extrato natural selecionado foi o da planta selvagem Rosa canina L., que por sua vez é uma planta espontânea, ou seja, os processos de fertilizações do solo não são necessários para o seu crescimento. Tendo por base estes conhecimentos, preparou-se 4 formulações de etosomas com 2 tipos diferentes de fosfolípidos: duas formulações contendo lectina (uma com extrato de Rosa canina L. e outra sem extrato) e duas formulações contendo fosfatidilcolina (um com o extrato de Rosa canina L. e outra sem o extrato). De seguida, foram caracterizadas pelas suas propriedades físico-químicas, tais como o tamanho da vesícula, índice de polidispersidade, eficiência de encapsulação, potencial zeta e libertação in vitro. Além disso, foi realizado um ensaio de biocompatibilidade em fibroblastos WS1. Preparou-se 4 geles etossomais e adicionou-se ácido hialurónico a 1 % para facilitar a aplicação na pele e melhorar a hidratação cutânea. Para caracterizar estes geles, foi medido o pH e a viscosidade, e realizados ensaios de libertação do conteúdo total fenólico usando células de difusão de Franz. Os etossomas com fosfatidilcolina e Rosa canina L. demonstraram ser nanotransportadores promissores com uma dimensão de 165.7 ±2.0 nm, um índice de polidispersidade de 0.247 ± 0.02, uma eficiência de encapsulação de 92.80 ± 2.02 % e uma carga negativa de -35.99 ± 1.59 mV. Além disso, os etossomas mostram boa estabilidade durante um período de três meses, com uma libertação lenta de polifenóis em comparação com o extrato livre e não são citotóxicos. Em conclusão, os etosomas poderiam ser nanotransportadores inovadores para o encapsulamento do extrato de roseira brava. |