Publicação
O habitat do Neolítico antigo do Casal da Cerca (Palmela)
| Resumo: | O povoado aberto do Neolítico antigo evolucionado do Casal da Cerca (Palmela) ocupou uma rechã da encosta setentrional da colina do castelo de Palmela, debruçada sobre a fértil planície aluvionar do Tejo. Era um extenso habitat, com a área mínima de 3 ha, hoje totalmente destruído por sucessivas intervenções urbanísticas. A informação disponível sobre o sítio, que agora se publica, resultou de escavação arqueológica de emergência dirigida pelos autores e promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), em uma periferia do habitat, que se conservou devido ao uso agrícola que manteve até à realização das nossas sondagens. A escavação revelou uma ocupação relativamente estável, datada radiocarbonicamente do último quartel do VI milénio cal BC. Da sua cultura material destaca-se a abundante cerâmica impressa e incisa característica do Neolítico antigo evolucionado da Estremadura. A indústria lítica talhada sobre sílex, de base lamelar, é abundante e foi produzida localmente. A utensilagem em pedra polida e bujardada é muito incipiente, e revela carácter experimental, em consonância com a iniciação à agro-pastorícia. |
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| Autores principais: | Silva, Carlos Tavares |
| Outros Autores: | Soares, Joaquina |
| Assunto: | Arqueologia Neolítico antigo Palmela |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O povoado aberto do Neolítico antigo evolucionado do Casal da Cerca (Palmela) ocupou uma rechã da encosta setentrional da colina do castelo de Palmela, debruçada sobre a fértil planície aluvionar do Tejo. Era um extenso habitat, com a área mínima de 3 ha, hoje totalmente destruído por sucessivas intervenções urbanísticas. A informação disponível sobre o sítio, que agora se publica, resultou de escavação arqueológica de emergência dirigida pelos autores e promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), em uma periferia do habitat, que se conservou devido ao uso agrícola que manteve até à realização das nossas sondagens. A escavação revelou uma ocupação relativamente estável, datada radiocarbonicamente do último quartel do VI milénio cal BC. Da sua cultura material destaca-se a abundante cerâmica impressa e incisa característica do Neolítico antigo evolucionado da Estremadura. A indústria lítica talhada sobre sílex, de base lamelar, é abundante e foi produzida localmente. A utensilagem em pedra polida e bujardada é muito incipiente, e revela carácter experimental, em consonância com a iniciação à agro-pastorícia. |
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