Publicação
(Des)regulação emocional na adolescência : estratégias de regulação e problemas emocionais e de comportamento
| Resumo: | A literatura evidencia a associação entre os défices de regulação emocional e o desenvolvimento e manutenção da psicopatologia em crianças e adolescentes (Keenan, 2000). Em contraste ao estudo da regulação emocional na infância e idade adulta, a investigação é reduzida na adolescência, devido ao menor número de instrumentos validados para esta população. O presente estudo (1) traduziu e adaptou para a língua portuguesa a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS, Gratz & Roemer, 2004) e explorou as suas propriedades psicométricas numa amostra de adolescentes portugueses (11-18 anos, N = 575); e (2) analisou a relação entre as dificuldades de regulação emocional, o uso de três estratégias de regulação emocional e a presença de problemas emocionais e de comportamento nos adolescentes. A análise fatorial exploratória da versão portuguesa da DERS sugere uma estrutura fatorial semelhante à demonstrada originalmente pelos autores numa amostra de adultos. As subescalas apresentam uma consistência interna adequada (α = .73 - .88) e as intercorrelações entre as subescalas variam de pequenas a elevadas (.04 ≤ r ≥ .68). Os resultados evidenciam a utilidade da DERS como uma medida adequada de desregulação emocional em adolescentes. Os resultados demonstram a associação positiva entre as dificuldades de regulação emocional, a utilização frequente da estratégia de supressão emocional e os problemas emocionais e de comportamento. As raparigas reportam maiores dificuldades de regulação emocional e maior sintomatologia emocional. Os resultados indicam ainda que as dificuldades de regulação emocional predizem associações específicas com os vários tipos de problemas emocionais e comportamentais. Os resultados são discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas. |
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| Autores principais: | Pinheiro, Maria João Silvestre |
| Assunto: | Regulação emocional Problemas de comportamento Problemas emocionais Adolescentes Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A literatura evidencia a associação entre os défices de regulação emocional e o desenvolvimento e manutenção da psicopatologia em crianças e adolescentes (Keenan, 2000). Em contraste ao estudo da regulação emocional na infância e idade adulta, a investigação é reduzida na adolescência, devido ao menor número de instrumentos validados para esta população. O presente estudo (1) traduziu e adaptou para a língua portuguesa a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS, Gratz & Roemer, 2004) e explorou as suas propriedades psicométricas numa amostra de adolescentes portugueses (11-18 anos, N = 575); e (2) analisou a relação entre as dificuldades de regulação emocional, o uso de três estratégias de regulação emocional e a presença de problemas emocionais e de comportamento nos adolescentes. A análise fatorial exploratória da versão portuguesa da DERS sugere uma estrutura fatorial semelhante à demonstrada originalmente pelos autores numa amostra de adultos. As subescalas apresentam uma consistência interna adequada (α = .73 - .88) e as intercorrelações entre as subescalas variam de pequenas a elevadas (.04 ≤ r ≥ .68). Os resultados evidenciam a utilidade da DERS como uma medida adequada de desregulação emocional em adolescentes. Os resultados demonstram a associação positiva entre as dificuldades de regulação emocional, a utilização frequente da estratégia de supressão emocional e os problemas emocionais e de comportamento. As raparigas reportam maiores dificuldades de regulação emocional e maior sintomatologia emocional. Os resultados indicam ainda que as dificuldades de regulação emocional predizem associações específicas com os vários tipos de problemas emocionais e comportamentais. Os resultados são discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas. |
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