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A problemática da tradução: Balzac e a verdade do realismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerar os problemas que se colocam à tradução literária e de modo particular, à tradução de uma narrativa de Balzac, “Les dangers de l´inconduite”, levou-nos a reflectir, na fase inicial do nosso trabalho, sobre a questão da verdade da representação realista, com implicações na configuração do texto de partida e, desse modo também, no de chegada. Assim, numa primeira parte, abordámos uma estética do olhar em que se apoia Balzac, a fim de ver e dar a ver a sociedade da sua época. Trata-se de um olhar com incidência no presente e que tem como objectivo captar e revelar a verdadeira realidade que a Comédia Humana oculta. Assumindo-se como um historiador do presente, ao pretender persuadir e despertar o leitor para os problemas que se colocam ao mundo do seu tempo, Balzac recorre à retórica realista fundada no cânone aristotélico da mimesis para criar uma ilusão referencial. Numa segunda parte, procurámos equacionar o problema da tradução como língua da verdade, a partir da reflexão teórica. O que nos conduziu ao trabalho do tradutor que se investe na busca da verdade linguística, permitindo--nos finalmente considerar os problemas mais específicos colocados à tradução do texto nosso corpus que apresentamos neste estudo.
Autores principais:Passos, Carolina Albuquerque
Assunto:Balzac, Honoré de, 1799-1850 - Crítica e interpretação Literatura francesa - séc.19 Realismo na literatura Traduções portuguesas Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Considerar os problemas que se colocam à tradução literária e de modo particular, à tradução de uma narrativa de Balzac, “Les dangers de l´inconduite”, levou-nos a reflectir, na fase inicial do nosso trabalho, sobre a questão da verdade da representação realista, com implicações na configuração do texto de partida e, desse modo também, no de chegada. Assim, numa primeira parte, abordámos uma estética do olhar em que se apoia Balzac, a fim de ver e dar a ver a sociedade da sua época. Trata-se de um olhar com incidência no presente e que tem como objectivo captar e revelar a verdadeira realidade que a Comédia Humana oculta. Assumindo-se como um historiador do presente, ao pretender persuadir e despertar o leitor para os problemas que se colocam ao mundo do seu tempo, Balzac recorre à retórica realista fundada no cânone aristotélico da mimesis para criar uma ilusão referencial. Numa segunda parte, procurámos equacionar o problema da tradução como língua da verdade, a partir da reflexão teórica. O que nos conduziu ao trabalho do tradutor que se investe na busca da verdade linguística, permitindo--nos finalmente considerar os problemas mais específicos colocados à tradução do texto nosso corpus que apresentamos neste estudo.