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Entre ver a doença e narrá-la: os casos de Safe, Todd Haynes e The river, Tsai Ming-Liang

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir dos filmes Safe (de Todd Haynes) e The River (de Tsai Ming-Liang), analisa-se o motivo da doença nos seus cruzamentos com questões de narrativa e cinema. Recorrendo a obras literárias, ensaísticas e à restante filmografia dos realizadores, traçam-se dois paralelos: 1) entre a progressão linear que as representações da doença implicam e o modelo da causalidade narrativa, no sentido aristotélico; 2) entre o olhar clínico e o olhar cinematográfico, sobretudo na dificuldade (necessária) em registar uma transformação (o sintoma) que ocorre no corpo. Apesar de Todd Haynes e Tsai Ming-Liang fazerem usos muito diferentes da doença, inserem-se ambos numa tradição que a associa à anomalia e à metamorfose; ao mesmo tempo, desviam-se dessa tradição por não apresentarem uma resolução e por formularem uma relação entre conhecimento e visão que é problemática. Pelo modo como dirige a curiosidade e a atenção do espectador, o motivo da doença surge como revelador de duas concepções distintas de cinema, a de Haynes e a de Tsai.
Autores principais:Frazão, Joana de Sousa Tavares do Amaral
Assunto:Tsai, Ming-Liang, 1957- Haynes, Todd, 1961- Cinema - Taiwan - séc.20-21 Cinema - Estados Unidos da América - séc.20-21 Doenças Narração Teses de mestrado - 2010
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A partir dos filmes Safe (de Todd Haynes) e The River (de Tsai Ming-Liang), analisa-se o motivo da doença nos seus cruzamentos com questões de narrativa e cinema. Recorrendo a obras literárias, ensaísticas e à restante filmografia dos realizadores, traçam-se dois paralelos: 1) entre a progressão linear que as representações da doença implicam e o modelo da causalidade narrativa, no sentido aristotélico; 2) entre o olhar clínico e o olhar cinematográfico, sobretudo na dificuldade (necessária) em registar uma transformação (o sintoma) que ocorre no corpo. Apesar de Todd Haynes e Tsai Ming-Liang fazerem usos muito diferentes da doença, inserem-se ambos numa tradição que a associa à anomalia e à metamorfose; ao mesmo tempo, desviam-se dessa tradição por não apresentarem uma resolução e por formularem uma relação entre conhecimento e visão que é problemática. Pelo modo como dirige a curiosidade e a atenção do espectador, o motivo da doença surge como revelador de duas concepções distintas de cinema, a de Haynes e a de Tsai.