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Ribociclib: efetividade em cancro de mama: a experiência de um centro oncológico

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Resumo:Introdução: A terapêutica endócrina é o tratamento preferencial de primeira linha no cancro da mama avançado RH+/HER2-. Contudo, o benefício na sobrevivência livre de progressão é limitado. O conhecimento das vias de resistência levou à combinação da terapêutica endócrina com inibidores CDK4/6 (palbociclib, ribociclib, abemaciclib). Com a introdução desta nova classe de medicamentos, podem ser esperadas mudanças no paradigma do tratamento, com o objetivo de prolongar a vida dos doentes e manter/melhorar a sua qualidade de vida relacionada com a saúde. Este estudo em mundo real descreve a experiência quanto à efetividade e perfil de segurança do ribociclib no tratamento do cancro da mama avançado RH+/HER2-. Métodos: Estudo observacional retrospetivo numa coorte de doentes com cancro da mama avançado com histologia confirmada RH positivo e HER2 negativo que efetuaram terapêutica com pelo menos um ciclo completo de ribociclib entre 15 de Dezembro de 2017 e 30 de Novembro de 2020, no centro oncológico da Fundação Champalimaud. Resultados: Das doentes incluídas no estudo (n=37), 89,2% estavam na pós-menopausa e as restantes na pré ou peri menopausa. A mediana de idades foi de 61,0 anos (41-80). 91,9% tinham ECOG performance status de 0-1 e 8,1% ECOG performance status ≥ 2. Relativamente à Sobrevivência Livre de Progressão, a mediana foi de 10,49 meses (95% IC 7,17 – 19,59) e aos 12 meses 36% (95% IC 16,5% – 56,0%) das doentes ainda não tinha progredido. Quanto à Sobrevivência Global a mediana não foi alcançada (95% IC 28,8- Não Alcançada). Aos 12 meses, 95,2% (95% IC 70,7%-99,3%) das doentes ainda estavam vivas. Conclusão: O ribociclib, em combinação com terapêutica endócrina, mostrou resultados significativos no que diz respeito à efetividade e um perfil de segurança aceitável em mulheres com CMA HR+/HER2-. Para além disso, os resultados quer em termos de efetividade, quer de perfil de segurança são sobreponíveis com os estudos em mundo real, apesar de serem inferiores aos dos ensaios clínicos, confirmando-se o benefício clínico relatado nos ensaios clínicos.
Autores principais:Cavalheiro, Mafalda Barra
Assunto:CMA HR+/HER2 Ribociclib Terapêutica endócrina Efectividade Evidência de mundo real Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A terapêutica endócrina é o tratamento preferencial de primeira linha no cancro da mama avançado RH+/HER2-. Contudo, o benefício na sobrevivência livre de progressão é limitado. O conhecimento das vias de resistência levou à combinação da terapêutica endócrina com inibidores CDK4/6 (palbociclib, ribociclib, abemaciclib). Com a introdução desta nova classe de medicamentos, podem ser esperadas mudanças no paradigma do tratamento, com o objetivo de prolongar a vida dos doentes e manter/melhorar a sua qualidade de vida relacionada com a saúde. Este estudo em mundo real descreve a experiência quanto à efetividade e perfil de segurança do ribociclib no tratamento do cancro da mama avançado RH+/HER2-. Métodos: Estudo observacional retrospetivo numa coorte de doentes com cancro da mama avançado com histologia confirmada RH positivo e HER2 negativo que efetuaram terapêutica com pelo menos um ciclo completo de ribociclib entre 15 de Dezembro de 2017 e 30 de Novembro de 2020, no centro oncológico da Fundação Champalimaud. Resultados: Das doentes incluídas no estudo (n=37), 89,2% estavam na pós-menopausa e as restantes na pré ou peri menopausa. A mediana de idades foi de 61,0 anos (41-80). 91,9% tinham ECOG performance status de 0-1 e 8,1% ECOG performance status ≥ 2. Relativamente à Sobrevivência Livre de Progressão, a mediana foi de 10,49 meses (95% IC 7,17 – 19,59) e aos 12 meses 36% (95% IC 16,5% – 56,0%) das doentes ainda não tinha progredido. Quanto à Sobrevivência Global a mediana não foi alcançada (95% IC 28,8- Não Alcançada). Aos 12 meses, 95,2% (95% IC 70,7%-99,3%) das doentes ainda estavam vivas. Conclusão: O ribociclib, em combinação com terapêutica endócrina, mostrou resultados significativos no que diz respeito à efetividade e um perfil de segurança aceitável em mulheres com CMA HR+/HER2-. Para além disso, os resultados quer em termos de efetividade, quer de perfil de segurança são sobreponíveis com os estudos em mundo real, apesar de serem inferiores aos dos ensaios clínicos, confirmando-se o benefício clínico relatado nos ensaios clínicos.