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Modelos de risco de taxa de juro : estratégias de cobertura e imunização

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Resumo:A gestão do risco de taxa de juro, que pode ser definida como uma técnica de protecção do valor nominal de uma carteira contra alterações inesperadas na estrutura por prazos das taxas de juro (BiPTJ), conquistou inúmeros adeptos na comunidade académica e na indústria financeira nos últimos anos. Entre as soluções avançadas para identificar, medir e gerir este tipo de risco encontram-se, desde o primeiro momento, as estratégias de imunização e de cobertura. Os modelos de imunização (ou de risco de taxa de juro) controlam o risco através do uso de medidas de duração e convexidade. Estas medidas captam a sensibilidade dos retornos das obrigações às alterações em um ou mais factores de taxa de juro, sendo que a forma exacta destes factores depende de diferentes concepções sobre o modo como a EPTJ se desloca, de formulações distintas para a sua dinâmica, ou ainda de representações alternativas para a EPTJ. O objectivo desta dissertação é o de fornecer uma revisão crítica, exaustiva e rigorosa dos principais modelos de risco de taxa de juro, neles se incluindo a metodologia Value at Risk (VAR). As limitações dos tradicionais modelos de duração imunizante são postas em relevo quando confrontadas com modelos de equilíbrio c de não arbitragem para a EPTJ, e com modelos independentes do processo estocástico. A aplicação destes modelos na condução de estratégias activas e passivas de gestão do risco de taxa de juro por instituições financeiras é demonstrada. A importância da convexidade no contexto da visão tradicional do fenómeno é reequacionada à luz de hipóteses menos restritivas (e consistentes com o equilíbrio) para o comportamento das taxas de juro, alertando-se, no contexto da visão moderna, para os potenciais riscos que decorrem da ligação da convexidade aos choques sobre a inclinação da EPTJ. As vantagens dos modelos multifactor são justificadas pelo reforço da protecção contra choques não paralelos sobre a EPTJ. A superioridade empírica deste tipo de modelos no mercado português é demonstrada num teste ao desempenho do modelo M Vector, considerando dados para o período compreendido entre Agosto de 1993 e Setembro de 1999. Concluímos, ainda, que o melhor modelo é aquele imuniza simultaneamente a carteira contra choques sobre o nível, choques sobre a inclinação e choques sobre a curvatura da EPTJ.
Autores principais:Bravo, Jorge Miguel Ventura
Assunto:risco de taxa de juro imunização duração convexidade curva de rendimentos obrigações interest rate risk immunization duration convexity term structure; bonds bonds
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A gestão do risco de taxa de juro, que pode ser definida como uma técnica de protecção do valor nominal de uma carteira contra alterações inesperadas na estrutura por prazos das taxas de juro (BiPTJ), conquistou inúmeros adeptos na comunidade académica e na indústria financeira nos últimos anos. Entre as soluções avançadas para identificar, medir e gerir este tipo de risco encontram-se, desde o primeiro momento, as estratégias de imunização e de cobertura. Os modelos de imunização (ou de risco de taxa de juro) controlam o risco através do uso de medidas de duração e convexidade. Estas medidas captam a sensibilidade dos retornos das obrigações às alterações em um ou mais factores de taxa de juro, sendo que a forma exacta destes factores depende de diferentes concepções sobre o modo como a EPTJ se desloca, de formulações distintas para a sua dinâmica, ou ainda de representações alternativas para a EPTJ. O objectivo desta dissertação é o de fornecer uma revisão crítica, exaustiva e rigorosa dos principais modelos de risco de taxa de juro, neles se incluindo a metodologia Value at Risk (VAR). As limitações dos tradicionais modelos de duração imunizante são postas em relevo quando confrontadas com modelos de equilíbrio c de não arbitragem para a EPTJ, e com modelos independentes do processo estocástico. A aplicação destes modelos na condução de estratégias activas e passivas de gestão do risco de taxa de juro por instituições financeiras é demonstrada. A importância da convexidade no contexto da visão tradicional do fenómeno é reequacionada à luz de hipóteses menos restritivas (e consistentes com o equilíbrio) para o comportamento das taxas de juro, alertando-se, no contexto da visão moderna, para os potenciais riscos que decorrem da ligação da convexidade aos choques sobre a inclinação da EPTJ. As vantagens dos modelos multifactor são justificadas pelo reforço da protecção contra choques não paralelos sobre a EPTJ. A superioridade empírica deste tipo de modelos no mercado português é demonstrada num teste ao desempenho do modelo M Vector, considerando dados para o período compreendido entre Agosto de 1993 e Setembro de 1999. Concluímos, ainda, que o melhor modelo é aquele imuniza simultaneamente a carteira contra choques sobre o nível, choques sobre a inclinação e choques sobre a curvatura da EPTJ.