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Envolvimento na escola e saúde mental dos estudantes de Ensino Superior

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Resumo:A presente investigação tem o seu enquadramento conceptual no âmbito das teorias cognitivo sociais, as quais incluem estudos referenciados na literatura, onde o envolvimento do aluno na escola (EAE) é considerado como constructo multidimensional. Associado ao EAE poderá estar a saúde mental (SM) dos estudantes que, no âmbito da perspetiva positiva, tem sido estudada como um constructo bidimensional que integra duas vertentes: positiva, ligada ao bem-estar e negativa, relativa ao distress psicológico. Dada a importância e a atualidade do estudo dos referidos constructos no contexto de ensino superior, formulou-se o seguinte problema de investigação: “Como se caracterizam o envolvimento na escola, o bem-estar e o distress dos estudantes no ensino superior, como se relacionam estas variáveis entre si, e como se diferenciam em função de fatores pessoais, escolares e familiares?”. Relativamente à metodologia adotada, o estudo incidiu sobre uma amostra de 715 estudantes do 1º Ciclo de Estudos do Ensino Superior Politécnico, da região de Lisboa, abrangendo todos os anos escolares repartidos por várias áreas de estudos. Os dados foram recolhidos online, entre março e maio de 2016, tendo sido utilizados os seguintes instrumentos: Escala de Envolvimento dos Alunos na Escola, Escala Quadri-Dimensional - EAE-E4D, de Veiga (2013, 2016), Escala de Bem-Estar (EBE) e Escala de Distress Psicológico (EDP), as duas últimas adaptadas do Mental Health Inventory - MHI-38, a partir da versão portuguesa de Pais-Ribeiro (2001). Em termos de resultados e conclusões, constatou-se uma relação significativa em sentido positivo entre o envolvimento e o bem-estar e uma relação significativa, negativa, entre o envolvimento e o distress dos estudantes. Encontraram-se ainda, no envolvimento, diferenças significativas dos resultados em função da idade, das habilitações académicas dos pais, da residência, do ano escolar, da área de estudo e da avaliação subjetiva do rendimento académico. No que respeita ao bem-estar e ao distress psicológico, os resultados variaram, de forma significativa, em função do género, da idade, da área de estudo e da avaliação subjetiva do rendimento escolar. Os diferentes resultados, que, em geral, se apresentaram no sentido esperado, foram interpretados à luz da literatura revista e permitiram retirar conclusões e apontar sugestões para posteriores estudos.
Autores principais:Covas, Maria Filomena Roxo
Assunto:envolvimento do aluno na escola bem-estar distress psicológico estudante de ensino superior student engagement in school well-being psychological distress undergraduate students
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação tem o seu enquadramento conceptual no âmbito das teorias cognitivo sociais, as quais incluem estudos referenciados na literatura, onde o envolvimento do aluno na escola (EAE) é considerado como constructo multidimensional. Associado ao EAE poderá estar a saúde mental (SM) dos estudantes que, no âmbito da perspetiva positiva, tem sido estudada como um constructo bidimensional que integra duas vertentes: positiva, ligada ao bem-estar e negativa, relativa ao distress psicológico. Dada a importância e a atualidade do estudo dos referidos constructos no contexto de ensino superior, formulou-se o seguinte problema de investigação: “Como se caracterizam o envolvimento na escola, o bem-estar e o distress dos estudantes no ensino superior, como se relacionam estas variáveis entre si, e como se diferenciam em função de fatores pessoais, escolares e familiares?”. Relativamente à metodologia adotada, o estudo incidiu sobre uma amostra de 715 estudantes do 1º Ciclo de Estudos do Ensino Superior Politécnico, da região de Lisboa, abrangendo todos os anos escolares repartidos por várias áreas de estudos. Os dados foram recolhidos online, entre março e maio de 2016, tendo sido utilizados os seguintes instrumentos: Escala de Envolvimento dos Alunos na Escola, Escala Quadri-Dimensional - EAE-E4D, de Veiga (2013, 2016), Escala de Bem-Estar (EBE) e Escala de Distress Psicológico (EDP), as duas últimas adaptadas do Mental Health Inventory - MHI-38, a partir da versão portuguesa de Pais-Ribeiro (2001). Em termos de resultados e conclusões, constatou-se uma relação significativa em sentido positivo entre o envolvimento e o bem-estar e uma relação significativa, negativa, entre o envolvimento e o distress dos estudantes. Encontraram-se ainda, no envolvimento, diferenças significativas dos resultados em função da idade, das habilitações académicas dos pais, da residência, do ano escolar, da área de estudo e da avaliação subjetiva do rendimento académico. No que respeita ao bem-estar e ao distress psicológico, os resultados variaram, de forma significativa, em função do género, da idade, da área de estudo e da avaliação subjetiva do rendimento escolar. Os diferentes resultados, que, em geral, se apresentaram no sentido esperado, foram interpretados à luz da literatura revista e permitiram retirar conclusões e apontar sugestões para posteriores estudos.