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Infeções associadas aos cuidados de saúde numa unidade de cuidados intensivos neonatais: a propósito de 3 casos clínicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é muito prevalente nas Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN), tendo como consequência um aumento na morbilidade, a curto e longo prazo, e na mortalidade dos recém-nascidos (RN), especialmente os pré-termo. Estes apresentam múltiplos fatores de risco, tanto intrínsecos como extrínsecos, que devem ser devidamente reconhecidos pelos profissionais de saúde. A transmissão ocorre essencialmente por via horizontal, sendo as mãos o principal veículo de transmissão. Os tipos de IACS mais frequentes em UCIN são a Sépsis Primária, a Pneumonia e Enterocolite Necrosante, sendo o diagnóstico de cada entidade baseado em diferentes critérios clínicos, alterações laboratoriais e/ou radiológicas. Os agentes patogénicos mais frequentemente implicados são os Staphylococcus Coagulase Negativa, mas é notória a crescente emergência de microrganismos multirresistentes devido à utilização de antibióticos de largo espetro. A prevenção é essencial na diminuição da incidência das IACS e requer o cumprimento de medidas direcionadas à minimização da transmissão e à vigilância epidemiológica. Neste trabalho são descritos três casos clínicos de recém-nascidos de extremo baixo peso internados na UCIN do Hospital Garcia de Orta, com o objetivo de identificar os fatores de risco implicados em cada caso, refletir acerca da sua influência na evolução clínica de cada infeção e sumarizar as várias estratégias existentes para prevenir a sua ocorrência no futuro.
Autores principais:Neves, Inês Arsénio
Assunto:Prematuridade Infeção associada aos cuidados de saúde Sépsis Pneumonia Enterocolite necrosante
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é muito prevalente nas Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN), tendo como consequência um aumento na morbilidade, a curto e longo prazo, e na mortalidade dos recém-nascidos (RN), especialmente os pré-termo. Estes apresentam múltiplos fatores de risco, tanto intrínsecos como extrínsecos, que devem ser devidamente reconhecidos pelos profissionais de saúde. A transmissão ocorre essencialmente por via horizontal, sendo as mãos o principal veículo de transmissão. Os tipos de IACS mais frequentes em UCIN são a Sépsis Primária, a Pneumonia e Enterocolite Necrosante, sendo o diagnóstico de cada entidade baseado em diferentes critérios clínicos, alterações laboratoriais e/ou radiológicas. Os agentes patogénicos mais frequentemente implicados são os Staphylococcus Coagulase Negativa, mas é notória a crescente emergência de microrganismos multirresistentes devido à utilização de antibióticos de largo espetro. A prevenção é essencial na diminuição da incidência das IACS e requer o cumprimento de medidas direcionadas à minimização da transmissão e à vigilância epidemiológica. Neste trabalho são descritos três casos clínicos de recém-nascidos de extremo baixo peso internados na UCIN do Hospital Garcia de Orta, com o objetivo de identificar os fatores de risco implicados em cada caso, refletir acerca da sua influência na evolução clínica de cada infeção e sumarizar as várias estratégias existentes para prevenir a sua ocorrência no futuro.