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The mechanisms underlying minocycline non-antibiotic effects

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Resumo:As tetraciclinas foram o primeiro grupo de antibióticos descoberto com atividade contra agentes patogénicos gram-positivos e gram-negativos. Para além disso, também têm comprovação da sua segurança clínica, uma tolerabilidade aceitável e disponibilidade de formulações intravenosas (IV) e orais para a maioria dos membros da classe. O aparecimento de resistências foi um revés que diminuiu a utilização das tetraciclinas, todavia com uma investigação aprofundada, os efeitos não antibióticos das tetraciclinas foram descobertos (anti-inflamatórios, neuroprotetores e imunomodulatórios) que contribuíram para a expansão do que estes antibióticos poderiam alcançar. A minociclina é uma tetraciclina semissintética de segunda geração que tem sido usada na medicina há mais de 30 anos pelas propriedades antibióticas que possui. É usada principalmente no tratamento da acne vulgaris e algumas doenças sexualmente transmissíveis. A sua principal função como antibiótico é a ligação à subunidade ribossómica 30S da bactéria inibindo desta forma a síntese proteica. Mais recentemente, demonstrou-se que exerce uma variedade de ações para além da atividade antimicrobiana. Estes resultados mostraram benefícios em modelos experimentais de várias doenças com base inflamatória, incluindo dermatite, periodontite, aterosclerose e doenças autoimunes, tais como artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Vale a pena referir que a minociclina emergiu como o derivado da tetraciclina mais eficaz no fornecimento de neuroproteção. Este efeito foi confirmado em modelos experimentais de isquemia, lesão cerebral traumática e dor neuropática, e de várias condições neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson, doença de Huntington, esclerose lateral amiotrófica, doença de Alzheimer, esclerose múltipla e lesão da medula espinhal. Além disso, outros estudos pré-clínicos demonstraram a sua capacidade de inibir o crescimento de células malignas, a ativação e replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH) e de prevenir a reabsorção óssea. Foram também explorados os mecanismos envolvidos nestas propriedades não antibióticas da minociclina, alguns dos quais incluem atividade antioxidante, inibição da apoptose, inibição de várias atividades enzimáticas e regulação da ativação e proliferação de células imunitárias. O objetivo desta monografia é resumir as conclusões atuais neste tema, focando-se principalmente nos mecanismos subjacentes às atividades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e imunomodeladoras da minociclina.
Autores principais:Fernandes, Gonçalo Jerónimo Abreu
Assunto:Minocycline Neuroprotection Anti-Inflammation Immunomodulation mechanisms Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As tetraciclinas foram o primeiro grupo de antibióticos descoberto com atividade contra agentes patogénicos gram-positivos e gram-negativos. Para além disso, também têm comprovação da sua segurança clínica, uma tolerabilidade aceitável e disponibilidade de formulações intravenosas (IV) e orais para a maioria dos membros da classe. O aparecimento de resistências foi um revés que diminuiu a utilização das tetraciclinas, todavia com uma investigação aprofundada, os efeitos não antibióticos das tetraciclinas foram descobertos (anti-inflamatórios, neuroprotetores e imunomodulatórios) que contribuíram para a expansão do que estes antibióticos poderiam alcançar. A minociclina é uma tetraciclina semissintética de segunda geração que tem sido usada na medicina há mais de 30 anos pelas propriedades antibióticas que possui. É usada principalmente no tratamento da acne vulgaris e algumas doenças sexualmente transmissíveis. A sua principal função como antibiótico é a ligação à subunidade ribossómica 30S da bactéria inibindo desta forma a síntese proteica. Mais recentemente, demonstrou-se que exerce uma variedade de ações para além da atividade antimicrobiana. Estes resultados mostraram benefícios em modelos experimentais de várias doenças com base inflamatória, incluindo dermatite, periodontite, aterosclerose e doenças autoimunes, tais como artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Vale a pena referir que a minociclina emergiu como o derivado da tetraciclina mais eficaz no fornecimento de neuroproteção. Este efeito foi confirmado em modelos experimentais de isquemia, lesão cerebral traumática e dor neuropática, e de várias condições neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson, doença de Huntington, esclerose lateral amiotrófica, doença de Alzheimer, esclerose múltipla e lesão da medula espinhal. Além disso, outros estudos pré-clínicos demonstraram a sua capacidade de inibir o crescimento de células malignas, a ativação e replicação do vírus da imunodeficiência humana (VIH) e de prevenir a reabsorção óssea. Foram também explorados os mecanismos envolvidos nestas propriedades não antibióticas da minociclina, alguns dos quais incluem atividade antioxidante, inibição da apoptose, inibição de várias atividades enzimáticas e regulação da ativação e proliferação de células imunitárias. O objetivo desta monografia é resumir as conclusões atuais neste tema, focando-se principalmente nos mecanismos subjacentes às atividades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e imunomodeladoras da minociclina.