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Olhares das educadoras de infância sobre a profissão e a identidade no contexto de projectos de intervenção sócioeducativa e comunitária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo do desenvolvimento deste estudo colocámo-nos numa perspectiva heurística de compreensão e de descoberta de significados, inerentes ao grupo de educadoras de infância, sobre o tema identidades profissionais das educadores de infância em contexto de Projectos de intervenção socioeducativa e comunitária. O estudo foi desenvolvido em torno de uma questão central; que competências profissionais os educadores de infância desenvolvem e que trajectórias identitárias atravessam quando participam em projectos de intervenção socioeducativa e comunitária? Apresenta uma metodologia de trabalho empírico que integrou entrevistas de carácter biográfico a seis educadoras de infância e a análise documental sobre os contextos onde as educadoras exercem a sua actividade profissional. Ao longo da investigação emerge a necessidade de redimensionar a intervenção do educador de infância, descobrindo outros modos de responder aos contextos familiares e comunitários, procurando modalidades alternativas de atendimento à Educação de Infância. Evidencia-se uma perspectiva de educação ecológica resultante da interdependência dos vários contextos e sistemas educativos: famílias, instituições escolares, outros profissionais, local, apelando a novas formas de organização do trabalho e novas modalidades de formação, emergindo uma maior flexibilidade e autonomia, estando subjacente uma maior articulação entre as práticas formativas e as situações de trabalho. As educadoras de infância assumem-se como produtoras dos seus saberes e gestoras da sua formação. A valorização dos saberes construídos num diálogo permanente com a situação real, a interacção entre pares, parceiros, outros profissionais, a descentração de práticas escolarizantes, a criatividade, o reconhecimento/valorização dos contextos e das culturas conduzem a uma imagem libertadora destas educadoras, marcando a singularidade da sua identidade profissional.
Autores principais:Correia, Isabel Maria Tomásio, 1963-
Assunto:Educadores de infância Identidades profissionais Qualificações profissionais Projectos de intervenção sócio-educativa Projectos de intervenção comunitária Teses de mestrado - 2002
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao longo do desenvolvimento deste estudo colocámo-nos numa perspectiva heurística de compreensão e de descoberta de significados, inerentes ao grupo de educadoras de infância, sobre o tema identidades profissionais das educadores de infância em contexto de Projectos de intervenção socioeducativa e comunitária. O estudo foi desenvolvido em torno de uma questão central; que competências profissionais os educadores de infância desenvolvem e que trajectórias identitárias atravessam quando participam em projectos de intervenção socioeducativa e comunitária? Apresenta uma metodologia de trabalho empírico que integrou entrevistas de carácter biográfico a seis educadoras de infância e a análise documental sobre os contextos onde as educadoras exercem a sua actividade profissional. Ao longo da investigação emerge a necessidade de redimensionar a intervenção do educador de infância, descobrindo outros modos de responder aos contextos familiares e comunitários, procurando modalidades alternativas de atendimento à Educação de Infância. Evidencia-se uma perspectiva de educação ecológica resultante da interdependência dos vários contextos e sistemas educativos: famílias, instituições escolares, outros profissionais, local, apelando a novas formas de organização do trabalho e novas modalidades de formação, emergindo uma maior flexibilidade e autonomia, estando subjacente uma maior articulação entre as práticas formativas e as situações de trabalho. As educadoras de infância assumem-se como produtoras dos seus saberes e gestoras da sua formação. A valorização dos saberes construídos num diálogo permanente com a situação real, a interacção entre pares, parceiros, outros profissionais, a descentração de práticas escolarizantes, a criatividade, o reconhecimento/valorização dos contextos e das culturas conduzem a uma imagem libertadora destas educadoras, marcando a singularidade da sua identidade profissional.