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Tumores de Krukenberg : uma reflexão com dois séculos de evolução

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Tumor de Krukenberg é uma metástase ovárica que, segundo a OMS, apresenta as seguintes características: envolvimento do estroma, presença de células neoplásicas em anel de sinete produtoras de muco e proliferação sarcomatóide do estroma ovárico. Este tumor pode ter origem em diferentes órgãos: tiróide, mama, trato gastrointestinal, bexiga, pâncreas e trato genital feminino. É mais frequentemente originário do trato gastrointestinal, sobretudo do estômago. Tem uma incidência de 0,000082 a 0,000164% na população portuguesa e corresponde a 30 a 40% dos tumores secundários do ovário. Uma das suas características é a bilateralidade das metástases (70 a 80% dos casos). O prognóstico destes doentes é desfavorável por ser habitualmente diagnosticado em estadios avançados da doença. Existem vários factores que condicionam o prognóstico nomeadamente, o local de origem, a sincronicidade, a presença de ascite, a disseminação peritoneal, a extensão do tratamento cirúrgico. O diagnóstico destes tumores é muitas vezes um achado. Faz-se normalmente através da clínica e dos exames complementares de diagnóstico. A cura é muito rara e o seu tratamento visa sobretudo o aumento da esperança média de vida e a melhoria da qualidade de vida. Consiste no tratamento cirúrgico (citoredução máxima) e quimioterapia adjuvante (sistémica e eventualmente intraperitoneal).
Autores principais:Casimiro, Mariana Sofia Ribeiro
Assunto:Tumor de Krukenberg Metástases ováricas Manifestações clínicas Marcha diagnóstica Tratamento
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Tumor de Krukenberg é uma metástase ovárica que, segundo a OMS, apresenta as seguintes características: envolvimento do estroma, presença de células neoplásicas em anel de sinete produtoras de muco e proliferação sarcomatóide do estroma ovárico. Este tumor pode ter origem em diferentes órgãos: tiróide, mama, trato gastrointestinal, bexiga, pâncreas e trato genital feminino. É mais frequentemente originário do trato gastrointestinal, sobretudo do estômago. Tem uma incidência de 0,000082 a 0,000164% na população portuguesa e corresponde a 30 a 40% dos tumores secundários do ovário. Uma das suas características é a bilateralidade das metástases (70 a 80% dos casos). O prognóstico destes doentes é desfavorável por ser habitualmente diagnosticado em estadios avançados da doença. Existem vários factores que condicionam o prognóstico nomeadamente, o local de origem, a sincronicidade, a presença de ascite, a disseminação peritoneal, a extensão do tratamento cirúrgico. O diagnóstico destes tumores é muitas vezes um achado. Faz-se normalmente através da clínica e dos exames complementares de diagnóstico. A cura é muito rara e o seu tratamento visa sobretudo o aumento da esperança média de vida e a melhoria da qualidade de vida. Consiste no tratamento cirúrgico (citoredução máxima) e quimioterapia adjuvante (sistémica e eventualmente intraperitoneal).