Publicação
Efeito estruturante das redes de transporte no território modelo de análise
| Resumo: | As Redes de transportes sempre estruturaram o território. Desde as estradas e aquedutos romanos, passando pelos canais de navegação, os caminhos-de-ferro, a electricidade, as estradas de macadame, até à internet de banda larga, que as redes de transporte configuram o território dilatando-o ou comprimindo-o, determinando a forma como as actividades se distribuem, o território se organiza, as fronteiras se definem e criando uma nova tipologia de espaços: espaços de fluxos e de conexões. Mas não são apenas novas tipologias de espaços que surgem à medida que as redes de transportes se reconfiguram ao longo do tempo. Também a topologia das redes sofrem modificações, mais propriamente a estrutura de nós e arcos sofre transformações. Para tentar medir e avaliar as características das redes e da influência que exercem no território, e em particular nas relações entre os lugares, esta dissertação propõe um novo modelo de análise de redes, de base matemática e geográfica, com métricas provenientes da Teoria dos Grafos (medidas de conectividade e medidas de acessibilidade) e das Redes Complexas (Mundo pequeno, coeficiente de clustering e índice de Freeman ou grau de intermediação). Face à crescente complexidade dos sistemas e aos padrões territoriais emergentes, as teorias, os modelos e as técnicas clássicas e analógicas deixaram de conseguir dar uma resposta adequada, quer pela excessiva simplicidade da realidade que consagram (Wilson, 2000), quer pela ausência da dinâmica e da anisotropia do espaço nos processos transformativos dos sistemas. Para respostas mais eficazes são precisos modelos que incluam métodos mais evoluídos e para isso é fundamental o recurso à geocomputação (Openshaw, 1995/97). Os recentes avanços na capacidade de processamento dos computadores e nas técnicas de modelação computacional forneceram, os meios para modelar e compreender os problemas mais difíceis de complexidade organizada (Longley, 1999). O modelo criado nesta dissertação é um produto da geocomputação. Trata-se de um modelo Sistema de Informação Geográfica para Transportes (SIG-T), que se designou de geo-grafo e que usa como hospedeiro o interface gráfico do mais popular e comercial programa de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) – ArcGIS -, mas que pode ‘correr’ em qualquer outro programa SIG que aceite a linguagem de programação (LP) Visual Basic for Applications (VBA) |
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| Autores principais: | Morgado, Paulo |
| Assunto: | Redes (Ordenamento do território) Teoria dos grafos Geomática Sistemas de informação geográfica Teses de doutoramento - 2011 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As Redes de transportes sempre estruturaram o território. Desde as estradas e aquedutos romanos, passando pelos canais de navegação, os caminhos-de-ferro, a electricidade, as estradas de macadame, até à internet de banda larga, que as redes de transporte configuram o território dilatando-o ou comprimindo-o, determinando a forma como as actividades se distribuem, o território se organiza, as fronteiras se definem e criando uma nova tipologia de espaços: espaços de fluxos e de conexões. Mas não são apenas novas tipologias de espaços que surgem à medida que as redes de transportes se reconfiguram ao longo do tempo. Também a topologia das redes sofrem modificações, mais propriamente a estrutura de nós e arcos sofre transformações. Para tentar medir e avaliar as características das redes e da influência que exercem no território, e em particular nas relações entre os lugares, esta dissertação propõe um novo modelo de análise de redes, de base matemática e geográfica, com métricas provenientes da Teoria dos Grafos (medidas de conectividade e medidas de acessibilidade) e das Redes Complexas (Mundo pequeno, coeficiente de clustering e índice de Freeman ou grau de intermediação). Face à crescente complexidade dos sistemas e aos padrões territoriais emergentes, as teorias, os modelos e as técnicas clássicas e analógicas deixaram de conseguir dar uma resposta adequada, quer pela excessiva simplicidade da realidade que consagram (Wilson, 2000), quer pela ausência da dinâmica e da anisotropia do espaço nos processos transformativos dos sistemas. Para respostas mais eficazes são precisos modelos que incluam métodos mais evoluídos e para isso é fundamental o recurso à geocomputação (Openshaw, 1995/97). Os recentes avanços na capacidade de processamento dos computadores e nas técnicas de modelação computacional forneceram, os meios para modelar e compreender os problemas mais difíceis de complexidade organizada (Longley, 1999). O modelo criado nesta dissertação é um produto da geocomputação. Trata-se de um modelo Sistema de Informação Geográfica para Transportes (SIG-T), que se designou de geo-grafo e que usa como hospedeiro o interface gráfico do mais popular e comercial programa de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) – ArcGIS -, mas que pode ‘correr’ em qualquer outro programa SIG que aceite a linguagem de programação (LP) Visual Basic for Applications (VBA) |
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